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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico




Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.


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O Lince Ibérico corre perigo de extinção


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27
Jul07

Salamanca

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

Mas o Ventor também me falou de Salamanca.

Salamanca foi a 2ª Universidade a ser instalada em toda a Espanha, mas pode muito bem ser considerada a primeira uma vez que aquela que primeiro existiu desapareceu da circulação após cinco anos de existência. A 1ª foi aquela a que podemos chamar uma Universidade abortada, termo aqui utilizado como quando na Força Aérea, uma operação era cancelada, segundo o Ventor. Por isso, como foi uma operação cancelada após 5 anos de existência, o Ventor chama-lhe aborto. Essa Universidade abortada foi uma universidade criada, em Palência, em 1175 e durou até 1180. Por isso, Salamanca, ficou a ser a mais antiga Universidade Ibérica existente até hoje.

 

 

 

A Universidade de Salamanca foi fundada pelo Rei Afonso X, em 1218 e, segundo dizem os livros e os livros é que sabem tudo, é a 8ª Universidade mais antiga do Mundo. Talvez um dia fale aqui das 7 primeiras. Quem sabe? Pode ser que o Ventor lhe dê para me falar delas, mas agora só vos falo desta. Claro que uma Universidade não nasce feita como um ovo! Vai-se fazendo e os seus promotores fazem tal e qual como a galinha. Começam a cacarejar antes de pôr o ovo e muito mais depois de o pôr. Mas a galinha cacareja com a obra feita e os promotores de uma obra, como uma Universidade, cacarejam durante séculos. Senão vejam!

 

Nos primórdios desta grande obra, Afonso X instituiu-a com a categoria de Estudos Gerais do seu Reino. Isto, na época, queria dizer que se tratava de um estabelecimento público onde eram ensinadas diversas disciplinas, e onde podiam entrar todos os que tivessem merecimento para isso, garantindo também que os títulos conseguidos tivessem o seu "real" reconhecimento.

 

Por ter falado em cacarejar, recordo aqui que esta Universidade levou cerca de dois séculos a ter os seus próprios edifícios onde pudesse ministrar a docência. Até ser possuidora dos seus edifícios ministrava as aulas no Claustro Catedrático do Templo Magno da cidade, na Igreja de S. Bento e em algumas casas alugadas ao cabido e, ainda durante o reinado de Afonso X, conhecido por Sábio, os Estudos Gerais foram transformados em Universidade.

 

Foi um Cardeal de Aragão, de nome, Pedro de Luna, o seu grande protector vindo a impulsionar a compra de edifícios e a construção das Escuelas Mayores, o edifíco que a partir de 1411, passou a ser o edifíco histórico da Universidade. Diz-me o Ventor que esse cardeal foi o Papa de Avinhão, de nome, Bento XIII. Talvez venha a ser outra história num futuro roteiro de mais um "raid" do Ventor.

 

A Universidade era constituída por colégios que eram organizados conforme a origem maioritária dos seus estudantes e eram destacados como os mais importantes, entre outros, o Colégio de Oviedo, o de Cuenca, o dos Nobres Irlandeses ...

 

Esta Universidade, diz-me o Ventor foi a principal fornecedora de especialistas que administravam a monarquia espanhola. Foram matemáticos de Salamanca enacarregados de estudar a reforma do calendário de então, por um papa chamado Gregório XIII, propondo a solução que posteriormente foi adoptada, e de que resultou o chamado calendário gregoriano, o nosso calendário actual.

 

 

Salamanca atingiu o auge da fama nos finais do séc. XVI, quando ali conviveram alguns dos mais fomosos intelectuais da Península e que formaram a famosa Escuela de Salamanca. Por esta altura esta universidade admitia cerca de 6.500 alunos por ano o que a tornava uma das maiores universidades de então e foi nela que estudaram alguns dos mais famosos portugueses do Renascimento. Na actualidade, a Universidade de Salamanca tem mais de 35.000 alunos e é uma instituição muito prestigiada na Europa, onde cursam estudantes de todo o mundo castelhano.

 

Mas na vida de uma instituição, tal como na vida das pessoas e até dos gatos, há vários impecilhos que atrapalham a sua Caminhada, como aconteceu durante as invasões francesas. Muitos dos seus colégios foram destruídos pela vanditagem e para utilizar as pedras na construção de defesas.

As Bibliotecas da Universidade foram expoliadas dos seus melhores fundos, e muitos dos seus fundos foram recapturados na bagagem do rei José I após a batalha de Vitória, em 1813. Uma parte desses livros foram oferecidos, como agradecimento, a Lord Wellington, por Fernando VII.

Os restantes foram integrados na Biblioteca do Palácio Real e só foram recuperados pela Biblioteca da Universidade, em 1954.

As referências culturais de Salamanca são: as Catedrais, os Palácios de Anaya, de La Salina, de Monterrey, a Torre de Clavero, o Convento das Dueñas, a Casa das Conchas e os museus Catedrático, das Dueñas e Diocesano. Podemos dizer, mesmo, que Salamanca é um museu vivo.

 

 

Como sabem, Salamanca é uma das províncias que constituem Castilha e Léon e é parte cultural do antigo reino de Léon. Confina a Oriente com a província de Ávila, a sul com a província de Cáceres, a oeste com Portugal a norte com Zamora e a Noroeste com Valladolid. É a 3ª das 9 provícnias de Castela e Léon, com uma superfície de 12.336 Km2 e tem uma altitude média de 830 mts (mais ou menos a altura do Poulo do Muranho, diz o Ventor). O rio que mata a sede a Salamanca é o rio Tormes através do embalse de Santa Teresa. Nasce na serra de Gredos e sobre este rio, na cidade de Salamanca, existe uma belíssima ponte romana por onde passava a chamada Rota da Prata, uma estrada ou calçada romana que seguia desde Astorga até Cádis, passando por Salamanca, Mérida e Sevilha.

 

Mas esquecendo tudo isso, pois os objectivos eram Burgos e Picos da Europa, o Ventor que muitas vezes é do contra e prata para ele não conta, seguiram pela E80, rumo a Burgos, como já vos disse, de visita ao seu amigo Cid Espero ter-vos contado, embora muito resumidamente, tudo o que o Ventor me contou sobre Salamanca. Se falho alguma coisa, vai-me criticar até ao fim do ano mas, tal como ele correu por Salamanca, assim corro eu por aqui. Espero seguir na minha caminhada virtual para Burgos.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


21
Jul07

As Joaninhas de Salamanca

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

O Ventor a caminho dos Picos da Europa.

 

Tal como nos seus tempos da Força Aérea é assim que ele gosta. Passeios em forma de raids. Nestes casos, um raid para o Ventor é nunca dormir duas vezes no mesmo sítio! Assim, como quando um avião faz um toca e anda na pista, não dá para parar!

 

Mas olhem, ele permitiu que fosse eu a fazer a descrição e a falar das belezas da sua última caminhada pelo reino de Espanha, especialmente, pelo Principado das Astúrias!

E eu seguindo tudo o que lhe ouvi e, sabendo que ele gosta muito das nossas amigas Joaninhas, é por aqui que começo. Pelas Joaninhas de Salamanca!

 

 

Joaninhas, belezas do Ventor

 

Estava calor, por isso, o Ventor e seus companheiros de caminhada, encostaram-se à sombra de um choupo, onde beberam uns sumos e comeram umas sandochas, incrustados naquela bela e fresca sombra que serviu, por algum tempo, de escudo contra o seu (e nosso) amigo Apolo. Mas o Ventor nunca deixa de dar uma olhada por estes locais, que ninguém, ou muitos poucos, se lembram de observá-los.

 

Nesse momento, o Ventor recordava uma conversa que várias vezes teve com um amigo seu em que ele lhe dizia que, em tempos, se sentaram à mesa de um restaurante em Salamanca e, ao lerem o Menu, verificaram que havia cabrito assado no forno. Pediram o cabrito, comeram e empanturraram-se com aquele cabrito que lhe tinha parecido uma delícia. Levantaram-se, pagaram e beberam mais um brandy Osborne, como se metessem gasolina para ganhar folgo na arrancada de "retuerno" à Pátria das Quinas.

 

O homem do restaurante perguntou-lhes se tinham gostado do almoço e todos disseram que sim, que estava óptimo.

O "tasqueiro" sorriu e disse-lhes que sempre achou que a "zorra" passava bem por um belo cabrito e, se ele gostava, porque seria que os portugueses não haveriam de gostar também?!

 

Ia começando ali uma zaragata, porque o amigo do Ventor chateou-se e disse que os espanhóis eram todos filhos da tal senhora que ...

Mas enfim! ... Saíram revoltados do restaurante e cá fora, ele voltou a repetir que eles, os espanhóis, eram todos filhos dessa mãe desnaturada! Apareceu outro espanhol, junto deles, a tentar saber o que se passara para estarem tão revoltados e tão insultuosos para com os seus conterrâneos. Eles explicaram a tramóia e o espanhol identificou-se como um graduado da Guardia Civil e disse-lhes que estavam cheios de sorte porque a "zorra" era um prato muito apreciado pelos lados de Salamanca e nem todos tinham acesso a ele! Pensou que tinha sido coisa pior!

 

Conversa daqui, conversa dali, o da Guardia Civil ficou amigo deles e disse-lhes que, quando voltassem a Salamanca o procurassem pois que mais ninguém lhes serviria "zorra" dizendo que se tratava de cabrito.

Para os menos atentos, "zorra" significa raposa e, segundo afirmaram ao Ventor, era um belo prato noutros tempos em que haviam poucos cabritos e muitas raposas por aquelas bandas.

 

 

Visão de Salamanca a partir da E80, que pode levar tudo rumo à Europa de além Pirenéus

 

Lembrando-se desta conversa, o Ventor achou por bem escudarem-se no choupo e comerem alguns petiscos ligeiros por ali arranjados pela minha dona e pela avó do Tomás. Mas, ao mesmo tempo, teve oportunidade de ser saudado por duas cotovias, por um chasco e outros mas, especialmente, por centenas de joaninhas.

O Ventor nunca na sua vida tinha visto tantas joaninhas juntas, a pastarem os pulgões nuns tipos de cardos altos cheios desses minorcas.

 

Claro que as joaninhas o convidaram logo para que ele partilhasse do seu almoço, mas o Ventor agradeceu a sua generosidade, ao mesmo tempo que pensava que se formou escudo contra "la zorra", antes "zorra" que pulgões!

 

Mais um raid sobre o centro da cidade de Salamanca e ala que se faz tarde, direitos a Valladolid para uma curta olhada e continuar pela E80, rumo a Burgos, a terra em cuja Catedral jaz, para sempre, o seu amigo Cid, El Campeador!

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


O Ventor e o Quico no seu Miradouro




Diana ao encontro do Ventor na sua charrete


Cibele entre as estrelas ao encontro do Ventor


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