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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico

Na Rota de Apolo





Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.



O Lince Ibérico corre perigo de extinção


Podem ver aqui, o Índice dos Posts da Arrelia do Quico


21
Jan11

Uma Coruja no Lugar do Sol

Quico, Ventor e Pilantras

Uma coruja no Lugar do Sol mas, uma coruja invasora!

Se calhar não queria invadir mas, mesmo que involuntariamente, invadiu!

Todos cometemos erros e as corujas não são excepção.

 

 

Quando os donos da casa programavam a sua defesa contra o intruso, estava sua excelência instalada na carpete a observar o local e a perguntar-se a si própria: "e agora"!

 

Será que a coruja andava a estudar o local para fazer o ninho ou será que quis conversar com os amigos do Ventor e caíu?

Seja como for, ela meteu o "nariz" na chaminé do Lugar do Sol e, por curiosidade ou por acidente, alarmou todos os que, durante a noite, dormiam, quando se viu numa alhada a descer, na vertical, os metros da chaminé, espadeirando tudo à asada. O barulho foi tanto que o Gil só parou debaixo das mantas dos donos e os cães julgaram que o melhor seria declarar guerra ao intruso.

Eu faço ideia a vizinhança com o latido dos amigos do Ventor, o Gaspar, a Maria, os dois rapazolas e o Stick. Deve ter sido cá um chinfrim!

 

Imaginem, aquela bruta coruja, com envergadura de cerca de um metro de asas, 40 cm de comprimento, mais de meio quilo de peso, ... tudo junto, a vassourar a chaminé, deve ter sido realmente um fenómeno!

Quem podia adivinhar tratar-se de uma coruja?

 

Boa razão havia, de facto, devido à barulheira, para chamar a segurança. Afinal não valia mesmo a pena, tratava-se, apenas, de uma coruja, mas uma coruja de respeito!

 

 

Peço-vos imensa desculpa pela perturbação e pelo susto que vos preguei mas, acreditem, o meu terá sido bem maior que o vosso. Não se esqueçam que caí num buraco negro

 

Que terá indrominado a coruja quando se viu confrontada com a presença dos donos da casa.

Ela terá dito: "tenham calma, foi apenas um acidente. Eu só queria saber como o calorzinho chegava lá em cima, mas o susto foi tão grande que, se me permitirem sair desta alhada, não mais voltarei a meter-me noutra". A lareira tinha estado acesa e, provavelmente, ainda estaria quente na recepção à coruja.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


19
Abr05

A Coruja e a Superstição

Quico, Ventor e Pilantras

Quando o Ventor era miúdo, nunca tinha visto uma coruja mas já ouvia falar delas e, fundamentalmente, quando o seu pio característico colocava a sua aldeia natal de orelhas inclinadas para o som, fossem elas pequeninas, fossem elas grandes pavilhões como as do mister Spock do Star Trek.

 

Depois, as pessoas mais velhas, fossem homens ou mulheres diziam: «ai, não gosto nada de ouvir aquela coruja»! E davam as suas explicações. Fulano estava doente, beltrano estava a morrer, e sicrana a mesma coisa. «Qual deles estava na chamada»?!  

 

Dizia-se, então, que quando algum velho se preparava para prestar contas ao Senhor da Esfera, a coruja aparecia para dar «novas da sua partida». Fosse verdade ou não, diz o Ventor que a coruja piava e logo num ponto da aldeia começavam os choros dos que ficavam por aquele que partia. Mas o Ventor também diz que se recorda dos pios das corujas, sem que alguém tivesse morrido!

 

Para o Ventor esta questão do pio da coruja coincidir com a morte de alguém devia-se apenas e só, a pura coincidência da vida real das pessoas e das corujas que tinham necessidade de comunicarem umas com as outras, cantar ou até, quem sabe, chorar.

 

 

Fosse qual fosse a razão, as pessoas só se preocupavam com o pio da coruja quando alguém estava para morrer, caso contrário, não ligavam importância. Agora que na 5ª feira passada o Ventor ficou muito preocupado com uma coruja, ficou! Eu sei reconhecer as preocupações das pessoas e não é por acaso que, quando isso acontece, eu também fico preocupado e vou dar-lhe uns beijinhos de gato.

 

O Ventor foi ver um familiar ao Hospital Amadora Sintra e quando estavam a cavaquear sobre a vida, uma coruja voou direita à janela do quarto do doente, e logo procurou pousar por ali. O Ventor foi buscar a máquina de fotografar e procurou a coruja que tinha pousado por cima da segunda janela à esquerda daquela. O Ventor todo encantado, aponta a máquina com a coruja pousada a olhar para ele, mas a máquina não disparou!

 

Voltou a tentar mais duas vezes e nada! O Ventor já danado, reviu a máquina, a bateria, tudo, e ao voltar a tentar, nada! A coruja levantou voo e foi pousar lá longe, na esquina da zona Leste do Hospital e ficou a olhar para o mesmo sitio onde o Ventor se encontrava. No dia seguinte, 6ª feira, o Ventor voltou ao Hospital e por razões que não interessam, deixou que as pessoas fossem fazendo a visita, ficando ele para mais tarde

.

A verdade é que não estava com vontade de subir e acabou por vir embora sem fazer a visita. Na noite seguinte o amigo e familiar acabou por morrer. A sua morte estava adiada desde Agosto e só, ultimamente, foi cinco dias a casa, regressando ao Hospital de onde só voltou para caminhar para junto do Senhor da Esfera. Na noite que ele morreu, enquanto o Ventor sonhava, eu ouvi uma discussão entre o Ventor e a coruja!

 

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Dizia a coruja ao Ventor que ele já estava tão por baixo que já nem sabia interpretar os sinais! E sabem uma coisa? Aqui o vosso amigo Quico acha que a coruja tinha razão! Mas a verdade é que o nosso amigo Quim partiu deste mundo e a coruja avisou o Ventor que se despedisse dele que não o veria mais!

Avisou-o no Hospital e avisou-o em sonhos. Discutiram muito o Ventor e a coruja e quando o Ventor acordou transpirava e até se sentou na cama e abraçou-se a mim, dizendo-me que também os meus olhos pareciam de coruja. A nossa dona dormia e eu assistia a mais esta batalha do Ventor com as crenças e as supersticões deste mundo.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


O Ventor e o Quico no seu Miradouro




Diana ao encontro do Ventor na sua charrete


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Cibele, entre as estrelas, ao encontro do Ventor


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Vou estar aqui

Veja, neste link, como o Pilantras apareceu na vida do Ventor

O "Ticas" nos Trilhos do Ventor

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