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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico

Na Rota de Apolo





Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.



O Lince Ibérico corre perigo de extinção


Podem ver aqui, o Índice dos Posts da Arrelia do Quico


11
Out06

Campo Pequeno

Quico, Ventor e Pilantras

 

Campo Pequeno - o monumento que não é

 

O Ventor diz-me que este monumento poderia ser um belíssimo monumento se fosse remetido ao lugar que lhe cabe na história. Se passasse a ser olhado como um ponto negro de uma história tão desagradável como aquela que ainda o faz ser um antro de tortura de animais nobres como o touro e o cavalo.

Se não fosse olhado como espaço permanentemente tortuoso de animais a que tanto devemos, se não houvesse por aí muita gente com caca de galinha na cabeça a armarem-se em capitães da tortura, o Campo Pequeno poderia, muito bem, vir a ser um monumento.

 

Mal do país que tem professores universitários a fazer a apologia do touro bravo para servir de entretenimento a uma boa cambada de mentecaptos. É "grave", muito grave que apareçam uma espécie de professores que apenas ensinam a nossa juventude a ver o que lhes convém. Há um tipo que faz a apologia do touro bravo, que se diz professor universitário mas que não se diz "ganadeiro".

Não sei se foi, se é ou não é ganadeiro, mas sei que tem o nome igual àqueles que têm a gana de vender o touro para melhor rechear os seus cofres e isso apenas o conseguirá fazendo a apologia da "dignidade" das touradas. Seja como for, o que eles têm é todos a gana mas é do dinheiro e depois falam em nome da arte!

 

Disse-me o Ventor que, há alguns anos atrás, uma empresa chamada Fenalu, falava de um projecto imobiliário para aquele mamarracho, chamado Campo Pequeno e ainda houve gente que pensou que ia sair dali um Centro Comercial em volta de um recinto desportivo. Mas não!

Neste país ainda há muita gente com sede de sangue, mas não passam de uma fraca espécie humana acobardada que em vez de lhe chamarem antro de tortura, têm o descaramento de se dizerem grandes artistas, como se houvesse uma réstia de arte na tortura de animais!

 

 

Chamam a esta e outras situações, arte! Para mim, todas estas acções, não passam de um ataque de paranoia realizada por torturadores de animais, armados em pretensos artistas

 

Depois, outros em nome de negócios sujos e de se dizerem adoradores da Virgem e também de todos os santos, como a Rádio Renascença, a RTP1, TVI e outros, fazem a apologia da tourada em nome de tradições demoníacas que nada têm a ver com a caminhada que se pretendia fosse racionalizada, neste mundo do Séc. XXI e menos ainda com os desígnios da Virgem e dos Santos.

 

Se o Ventor me deixasse, nem imaginam os nomes que eu tenho guardados no meu sótão para, em nome dos touros e dos cavalos, chamar a essa gajada toda.

Mas, já que não lhes posso chamar nomes feios porque sou um gato bem educado, posso, pelo menos, em nome do bom senso, chamar-lhe mentecaptos, porque isso não é um nome feio, mas um nome que assenta como uma luva a todos aqueles que fazem a apologia da tourada.

Acho assim que posso chamar mentecaptos a toda essa gente como a tal "dinastia" de torturadores, à espécie "grave" de professores como esse grave que ensina nas nossas Universidades e também posso chamar anedotas a todos aqueles que, em nome de negócios tão anedóticos como eles, se escudam com esses antros de torturas em nome de tradições descavidas.

 

 

 

Pegar touros mais mortos que vivos, espezinhados, ensanguentados, após todas as forças lhe terem sido roubadas em vários actos tortuosos, para muitos é um acto de valentia, para mim e para muitos mais, é apenas a sublimação da cobardia

 

O Ventor já irradiou a Rádio Renascença dos seus hábitos tradicionais, vai irradiar o Canal I, o Canal II e todos os outros que façam ou venham a fazer a apologia das touradas. E disse-me também que, não irradia o Provedor do Cliente porque isso não é da sua competência senão já o tinha feito.

 

PS: Agora tenho um Fotoblog, o Fotoblog do Quico. Espero roubar fotos ao Ventor para lá colocar. Também espero que ele arranje fotos bonitas. O pior é se ele vê! Não lhe digam nada, não?



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


17
Ago05

A Garça Kitty

Quico, Ventor e Pilantras

Olá, Quico!

Eu sou uma garça da campina ribatejana habituada a acompanhar as vacas e os touros que por ali pastam. Eu, como todas as garças boieiras, aproveitamos fazer uma limpeza às vacas e bois que pastam nestas belas lezírias, e tive uma predilecção especial por uma coisa linda que vi nascer e a que chamei: o Bezerrinho! É esta a história que te vou contar para tu contares, ao mundo, no teu blog.

 


A Garça Kitty que caminha pelo vale do Tejo

 

Eu vi crescer e brincar este bezerrinho então protegido por Apolo o nosso amigo e também grande amigo do Ventor. Certamente que o Ventor já te falou daquelas vacas que pastam pelas suas serranias do Norte. Essas são diferentes destas do Ribatejo. Segundo o Ventor até são mais bonitas e certamente, pelo menos, enquanto vivem, mais felizes! Então foi assim, Quico:

 

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Qualquer cantinho pode ser tão lindo

 

«Um dia, na planície Ribatejana, nasceu um bezerrinho. Era filho de uma vaca que, em homenagem àquela vaquinha do leite que tu já terás visto pelas TV's, chamavam Mimosa. Esse bezerrinho, era muito mansinho e gostava muito dos seus donos que lhe pegaram ao colo quando nasceu. Mas era um bezerro espevitado e cheio de força.

 

Quando chegou a altura, os seus donos acharam por bem, apartá-lo da manada. Sabes porquê, Quico? Os donos desse bezerrinho acharam que ele iria valer muito dinheiro, se fosse preparado para se tornar num touro bravo. Daqueles que se vendem para serem toureados por um macambúzio a que as pessoas chamam de toureiro. Toureiro a cavalo ou a pé. Daqueles que aparecem nas praças a contar histórias deste género do vila-franquense. "De onde é você amigo? Eu? Eu sou de Vila Franca de Xira, terra de touros e toureiros! Então o senhor é toureiro? Não sou, não senhor"! Pois!

…

Esse bezerrinho, foi colocado numa propriedade, junto com outros, cercada de arame farpado. Eu gostava tanto dele que segui pelo ar o carro que o levou! Depois fiquei por ali, no meio deles e ia-lhe tirando as carraças a todos que gostavam tanto de mim que passaram a chamar-me Kitty! Todos os dias entravam lá uns homens a cavalo para espicaçá-los a ele e aos seus companheiros, com uns paus compridos, uma escumalha que se dizem dignitários de representar uma classe tradicional a que chamam campinos.

 

Ao meu querido Bezerrinho puseram o nome de Bernardo e treinavam-no para se tornar no pior touro da Planície Ribatejana. Mas o Bernardo era muito mansinho. Já tinha andado ao colo dos donos e já lhe tinham dado leite com biberão e tudo e, por ser mansinho, não sabia porque os humanos lhe queriam tanto mal.

 

Abr,11-045.jpg

 

Era num campo assim que o Bernardo e os outros eram torturados para os fazer os piores touros do Ribatejo

 

Muitas vezes chorei ao ver aqueles já belos touros serem tão mal tratados. Tu nem imaginas como sofrem Quico, e nem te passará pela cabeça imaginares ver uma garça a chorar pelos males que os homens provocavam naquele belo touro que tinha sido para mim, o meu menino.

Mas tudo acaba! Um dia, o Bernardo, ainda muito jovem, mas já farto da vida, estava um pouco afastado, mais em cima, num outeiro, com os olhos cravados no horizonte, a remoer os comeres da campina ribatejana e a remoer também, pensando, qual a razão porque aqueles animais de duas patas lhe queriam tanto mal.

 

Ao mesmo tempo que remoía, viu mais uma vez, os homens a mal tratarem os seus companheiros um pouco mais abaixo. Ele olhou-os, um pouco mais velhos que ele, com mais força que ele e a serem espezinhados por três reles animais de duas patas montados em cavalos. Começou a pensar na vida. Na sua dona que lhe pegou ao colo e no seu dono que tanto o acarinhou quando ele ainda não imaginava o mundo que o esperava.

Olhou-me e pediu-me para lhe tirar mais uma carraça que tinha na orelha! Disse-me obrigado Kitty e começou a descer o outeiro. Então viu, tal como eu, um homem a cavalo a espetar um grande ferrão num dos seus amigos e este lançar um grande berro que denunciava tortura!

O Bernardo emproou-se, e continuou a descer o outeiro! Fixou o olhar já turvo no homem que tão mal tratou o seu amigo e, lentamente, foi descendo. Ao aproximar-se, ouviu aquela figura de homem dizer: "desce, desce, que aqui quero eu apanhar-te"!

 

Aquele que tinha sido um bezerrinho, um belo tourinho, era agora um grande touro, cheio de força e de vontade de terminar a má vida que levara desde que chegou ali. Continuou a descer e a aproximar-se. Toda eu tremia, Quico! As minhas penas branquinhas pareciam uma floresta a ser vassourada por um grande tremor de terra. Já adivinhava o que ia acontecer. O Bernardo, olhou o cavalo que estava debaixo daquele monstro de duas patas e começou a magicar sozinho. Desculpa, amigo, mas estou decidido! Para derrubar esse monstro que tens em cima, tenho de te atacar a ti!

O Bernardo, pediu ao Senhor da Esfera e ao Ventor, para não lhe levarem a mal. Ao Senhor da Esfera porque sabia que já não tinha mais faces para dar e ao Ventor porque sabia que ele gostaria que poupasse o cavalo! Mas o Bernardo já não podia. A sua paciência tinha chegado ao fim depois de ouvir os seus companheiros berrar tanto. Foi-se chegando ao cavalo e ao cavaleiro com aquele pau comprido, em jeito, para lho enfiar nas costelas, mas o Bernardo não quis saber do pau. De repente, dirigiu-se com uma grande fúria e determinação contra o cavalo e derrubou-o! Nem o cavalo, nem o cavaleiro esperavam tal ímpeto!

O Bernardo olhou o cavalo por terra e ainda teve tempo para pedir-lhe desculpa, mas investiu a sua fúria contra o cavaleiro que estava no chão, caído de costas! Avançou para ele e espetou-lhe um corno numa virilha ao ponto de levantá-lo no ar. Ao mesmo tempo que o humano subia no ar, em volta, o cheiro era nauseabundo. Os seus intestinos foram esventrados! O Bernardo sentiu que a sua missão na vida estava cumprida! Verificou que o cavalo, seu companheiro de caminhada, apenas ficara contundido mas o esterco humano foi abanado para sempre.

 

O Bernardo, no seu ímpeto, saltou a cerca de arame, para uma estrada que a envolvia, mas nesse instante um camião TIR que circulava, não teve tempo para travar e apanhou o Bernardo que foi esmagado por aquela força bruta. O Bernardo ainda teve tempo para, antes de dar o suspiro final, me dizer:

"Kitty, pede desculpa ao Ventor pelo atropelo ao cavalo e comunica-lhe a alegria que eu senti de ter destruído aquela amostra de homem possuído pelo Satã"! Ao mesmo tempo dizia-me: "diz ao Ventor que não morro como o Lumi na luta com os leões, nas margens do rio Lugenda, mas morro feliz na luta contra essas feras de duas patas"! Ao revirar o branco dos seus olhos para mim, ainda ouvi ele dizer-me para sair dali e ir para junto da sua mãe e dizer adeus aos seus amigos. Adeus, Ventor, foram as últimas palavras que lhe ouvi na linguagem que só nós entendemos, e eu já não podia ver ali aquele que tinha sido o meu bezerrinho, estendido. Levantei voo e fui levar a má nova à sua mãe»!

 

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A sua mãe triste chorou muito por aquele que tinha sido o seu menino

 

Tudo isto por culpa dos homens, Quico! Da sua má índole, da sua ganância, da sua mania de quererem ser ricos à custa dos outros animais! É um bicho que não sabe viver com dignidade, Quico! Olha, o Ventor que não te deixe ganhar carraças! Mas contigo escuso de me chatear. Tu não sais de casa! Um dia destes vi o Ventor pela minha zona e perguntei-lhe se sempre era verdade que te podia escrever. Ele disse que sim e cá estou eu. Um toque d'asa e uma bicadinha da amiga Kitty!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


O Ventor e o Quico no seu Miradouro




Diana ao encontro do Ventor na sua charrete


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Cibele, entre as estrelas, ao encontro do Ventor


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Vou estar aqui

Veja, neste link, como o Pilantras apareceu na vida do Ventor

O "Ticas" nos Trilhos do Ventor

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