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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico




Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.


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O Lince Ibérico corre perigo de extinção


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22
Ago10

Estive no teu Sítio

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

Neste mês de Agosto de 2010, no dia 10, 43 dias antes de fazer um ano, estive no Sítio do Quico.

 

Caminhei do Poulo da Cascalheira até às Fontes (com os olhos na Naia, no Muranho, na Derrilheira e o Sentido na Pedrada) e, ao chegar às Fontes, senti-me sempre acompanhado pela presença de algo sobrenatural pois, de facto, nada de visível que não fossem uma égua garrana e seu filhote, um pouco acima do local onde o meu Quico está enterrado. Lá mais ao fundo,  ouvia um chocalho que, algumas vezes, me dizia andar por ali uma ou mais vacas mas, depois de tanto observar, nunca consegui ver nada. Estaria, certamente, por ali, uma galanta deitada entre os fetos, sacudindo a cabeça para espantar as moscas mas, resguardada da minha visão.

 

Olhei aquela bela nascente que não via desde 22 se Setembro de 2009 e, para além da égua e filhote, em cima, mais o chocalhar de uma qualquer galanta, lá para baixo, enquanto observava o local onde o meu Quico foi enterrado, achei-me sempre acompanhado sem ver ninguém e, certamente, ninguém estaria por ali!

 

Olhei a fonte onde, dias depois de enterrar o Quico, sonhei com as duas belas Ninfas vestidas de negro junto à fonte. Observava a nascente e os sítios exactos onde as Ninfas me apareceram em sonhos e, cheguei a querer que, tal como no sonho, me aparecessem na realidade. Desviei os fetos que faziam as vezes dos fetos do ano passado e lá estavam as pedras (não muito grandes) com que rematei a campinha do Quico. Desde a Cascalheira que ia em polvorosa, pois não tinha a certeza que os javalis que por ali andarão, não tivessem violado aquele lindo sítio do Quico. Ao deparar-me com o local e a alegria de nada ter mexido na campinha do meu Quico, apoderou-se de mim uma alegria enorme e fiquei com a sensação de não estar só. Cheguei-me a convencer que a minha gente ia ao meu encontro! Mas, olhei rumo à Cascalheira e ninguém!

 

 

O Sítio do Quico

 

A Dona do Quico não podia caminhar aquela distância e, achei bem não a levar lá, pois eu sabia que o carro chegaria lá com muita facilidade, mas tive receio de haver problemas pelo caminho e, até, encontrar o local foçado pelos javalis. O carro não era meu e pensei que, se tudo me correr bem, voltarei lá com o meu carro e levarei a Dona do Quico para observar, sem ser por fotos, o local onde, forças para além do que conhecemos, guardam o nosso peludinho. As mesmas forças que, durante aquele pouco tempo da minha presença, me colocaram em pele de galinha!

Pedi, baixinho, às Ninfas que me aparecessem, mas como eu já sabia, o Senhor da Esfera não lhes permitiu. Isso só é possível em sonhos.

 

Vim contente por encontrar tudo direitinho; as pedras, os fetos e nem uma unhada no solo onde ele se encontra. Ele está num dos meus sítios de sonhos e, se não fosse ali, seria no Muranho. Mas foi por ali que eu comecei a alongar as minhas caminhadas, iniciando as grandes estucadas dos grandes espaços, entre Adrão e Paradela e, se outras águas me dão ânimo ao pensar nelas, as fontes têm primazia. Era ali que eu bebia as minhas primeiras águas dos montes, com o meu pai e a minha mãe, nessas belas caminhadas entre os meus dois berços.

 

Foi por ali, na companhia do ti Bento Ribeiro, do ti João Perricho, dos meus amigos da Assureira, como o João, o Manel, o seu pai e muitos outros que por ali caminharam comigo, eu matava sedes calorentas e hoje, mato as sedes da saudade. Esse era, com toda a certeza, no meu espírito, o melhor lugar para o meu Quico.

 

  



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


19
Jul06

O Ventor chegou

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

O Ventor chegou das suas Montanhas Lindas!

E vejam lá que o Ventor é tão complicado que até arranjou amigos Malinos. Mas ele é assim mesmo! Gosta de festas, de fanfarras, de bombos da festa, das gaitas galegas, das concertinas (e mais ainda quando bem tocadas por caras lindas como as que viu nos Arcos, como a menina de 12 anos que com os olhos cheios de brilho respondeu á pergunta de quem tocava a concertina. «EU»!!! "Quem é capaz de bater o grade Delfim a tocar concertina"? «EU»!!!! Ele diz que há muitas belezas no Norte.

 

Ele diz que ia morrendo de calor lá pelo Norte (sempre perto dos 40 º!), mas aqui também não esteve nada bom, nesse aspecto. Mas disse-me que apesar do calor ainda havia coisas boas, como as nascentes ainda terem água fresquinha como se saísse de um frigorífico.

 

 

A nascente das Fontes

 

O Ventor foi com a minha dona e com os avós do Tomás e da Maria e eles ainda não me disseram, mas já sei que vão dizer que, sempre que o Ventor chega lá cima fica maluco de todo. Ele nem lá no norte deixa os seus amigos bichos em paz. Mata saudades enquanto olha tudo em redor com olhos de lince e nada lhe escapa.

 

 

Nem este alado, espécie de vespa negra

 

E as borboletas? Ele insistiu que tinha de as trazer para a sua colecção.

 

 

Descendente de velhas amigas

 

 

A mais difícil de todas. Diz que não gosta de Paparasis!

 

 

Esta beleza disse, «olá» ao ventor e ele diz que até parece que sorriu

 

Mas o Ventor não ficou só pelas borboletas. Ele diz que esta lagartixa foi transformada por Flora na guardiã do moinho que em tempos moeu o milho que tanto trablho dava para fazer a farinha e depois o pão. Ela estava à porta do moinho e disse, também: «Olá ventor»!

 

 

 

O moinho da Ponte

 

E os gaios? Os gaios pareciam baratas tontas em volta do Ventor, enquanto o Ventor parecia outra barata tonta em volta das suas Montanhas Lindas.

 

 

Este diz: «olá, ventor»!

 

 

E parte para chamar os outros!

 

 

Depois grita de cima do muro para o meio dos carvalhos: «oh, Maralhal, venham ver o Ventor»!

 

Sabiam que os gaios comem amoras de silvas? As amoras das silvas, no verão, são um belo petisco para eles! Elas estão a chegar!

 

 

Mas a alegria do Ventor é andar na serra, a saltar de rocha em rocha, atrás das vacas e dos garranos. As vacas são as rainhas das montanhas e os garranos são os reis.

 

 

Uma galanta de Adrão. esta é da Teresa

 

 Este pequenote disse ao Ventor que ainda ia ser o guardião da nossa serra, mas por enquanto o que mais queria era que a sua mãe o guardasse.

 

 

São uma beleza os garranos e a sua liberdade



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


O Ventor e o Quico no seu Miradouro




Diana ao encontro do Ventor na sua charrete


Cibele entre as estrelas ao encontro do Ventor


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Vou estar aqui

Veja, neste link, como o Pilantras apareceu na vida do Ventor

O "Ticas" nos Trilhos do Ventor

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