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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico




Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.


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O Lince Ibérico corre perigo de extinção


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12
Nov07

Ontem foi dia de S. Martinho

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

No sábdo fiquei danado porque a minha "avó" foi, com o Ventor e a minha dona, para a festa de S. Martinho, mesmo coxa!

 

Caminhar com o S. Martinho pelo Ribatejo

 

 

A Minha dona teve sorte. As castanhas foram caras mas eram óptimas

 

Mas ontem, o Ventor disse-me que a festa de S. Martinho ia ser só para nós. E foi! Com uma visita ou outra para trincar uma castanha ou para beber um copo de água-pé mas, na verdade, é que segundo me disse o Ventor, a festa no sábado foi de arromba, pois fazer pouco mais de 200 kms para comer meia dúzia de castanhas e beber um copo de água-pé, com os amigos, só bicho homem é capaz de fazer. Bicho gato não se mete nisso.

 

Quando cheiro o copo do Ventor, a única coisa que me vem à lembrança é perguntar-lhe: "olha lá, porque bebes esta coisa"?

A resposta do Ventor é sempre a mesma: «para variar»!

 

 

Num verão de S. Martinho tão quente, tudo serve para matar a sede

 

Acarretar castanhas para tão longe, a 4,86 € o Kg, é obra! E ainda o Ventor pede ao Senhor da Esfera, «Castanhas para Todos»!

 

Sabem que o Ventor viu castanhas a 0,75 € o kg? Pois foi. No "Pão de Ló"! Ora bem, ele chegou a casa, sem castanhas, e disse à minha dona que nem de borla as queria. Já agora, fiquem a saber também, que um amigo do Ventor comprou, numa esquina, uma dúzia de castanhas assadas e só aproveitou 3. Três, vejam lá! Deu uma fortuna por três castanhas! Ainda bem que eu não como castanhas.

 

Mas à parte as castanhas que a minha dona comprou na Praça da Amadora a 4,86 € e que saíram muito boas, e a falta do nosso amigo Afonso, o Ventor disse-me que teve um dia em cheio. Só teve azar numa coisa! Procurou, procurou, procurou e não encontrou o Sr Cacheiro! O Senhor Cacheiro é um novo amigo dos avós do Afonso que lhes apareceu à noite, deixou um recado para o Ventor e o Ventor, ao receber o recado, ainda foi à procura dele, no dia seguinte, mas não o encontrou.

 

 

Mas os amigos do Ventor estão sempre presentes. Se não forem uns, serão outros

 

Assim, no sábado à noite, sem febre, o Ventor teve de partir sem o conhecer. Se calhar era para falar dos Cacheiros que o Ventor encontrou mortos nas estradas. Três em Espanha e um em Portugal. Também deve ser terrível a vida para os Cacheiros espinhosos!

 

Mas giro foi a seguir ao almoço com a chegada da caminhada do Ventor. O Ventor pediu para lhe abrirem o portão com o comando e ala que se faz tarde! Então não é que quando chegou, uma amiga bancária, ralhou com ele! Então o Ventor foi-se embora e nem convidou ninguém para o acompanhar? E o Ventor com a sua voz de comando: «não perco tempo com inutilidades»! Já sabia que ninguém queria fazer 2 a 3 horas numa caminhada comigo! E ela rrespondeu: "estava cá je! Eu ia consigo"! Passo a vida sentada ou de pé, mas caminhar, está quieto. Teria sido, para mim, uma boa oportunidade»!

 

O Ventor diz-me que só tem de dizer a essa amiga e muitos outros e outras, o seguinte: "Vão, lá! Caminhem antes que seja tarde»! "Lá onde"? «Sei lá! Ao fim do mundo se quiserem, à mercearia, ao café, ao jardim, .... vão ver voar as borboletas»!

 

 

Caminhar à sombra do carvalho português é sempre uma alegria. Não é o carvalho do Ventor, esse é o robe, mas todos os carvalhos são lindas belezas e boas companhias para qualquer caminhada

 

Aposto que ninguém vai! Nem beber café fora da porta desde que o café fique a 50 metros. Preferem pegar o pó-pó e ir beber o café a 1000m! Mas isso também o Ventor faz. Só que ele leva o carro, vai beber o café e, depois deiam-lhe corda! O difícil, é pegar o carro de volta!

 

Mas nesta caminhada, o Ventor disse-me que até se assustou! Anda por aqueles caminhos sempre só e desta vez tinha umas 30 pessoas ou mais a levantar pó à sua frente! Estava a tirar umas fotos ao recanto das flores e viu aproximar-se um grande Maralhal espalhado por uns bons pares de metros. Pensou em deixá-los passar todos, dar-lhe espaço e seguir atrás deles, e assim fez. Aquele Maralhal, viu o Ventor entretido a tirar fotos ao "Recanto das Flores" (ele chama-lhe assim), e resolveu sentar-se numa sombra próximo a apreciá-lo.

 

O Ventor ao ver que a coisa não ia correr como ele tinha pensado, abandonou o recanto e resolveu passar pelo meio daquela malta e perguntou, a alguns, se iam a pé para Fátima. "Não", disse o mais velho, estamos a fazer uma caminhada. «Ah»! Disse o Ventor. «É que se fossem a pé para Fátima a sombra não vos levaria lá»! E réu téu téu ...réu téu téu, deram espaço ao Ventor, levantaram-se e foram no encalço dele.

 

Quando se aproximaram do Ventor estava ele num diálogo com uns vitelos que desceram a encosta espavoridos, direitos a ele, cheios de curiosidade. Mas os vitelos, ao verem aquela malta aproximar-se, começaram a dirigir-se para a zona de onde tinham vindo. E enquanto o Ventor tirava fotos àquelas maravilhas a malta foi passando. Quando eles passaram o Ventor ficou ali e os vitelos, voltaram a rumar, encosta abaixo, direitos ao Ventor, outra vez.

 

 

O Ventor ainda teve vontade de andar ao rabisco, mas o objectivo não era esse e, por isso, havia outra tarefa a cumprir. O encontro com os mochos.

 

Então a coisa foi assim: uma vitela começou a olhar e disse para os outros que conhecia o gajo que ia a passar na "picada" em baixo, mas não sabia como se chamava! Outro olhou e disse que também conhecia o tipo e um 3º gritou: "venham que é o ventor"! E não é que desatou tudo a correr atrás daqueles três!

Eles queriam saber da garça Kity, como foi aquilo com o Bernardo ... sei lá! O Ventor diz que aqueles bichos eram fabulosos.

Apareceram-lhe os corvos, os mochos, as rolas, os melros, ... todos, menos o senhor Cacheiro!

 

Como vêm, o Ventor deve ter mesmo um pacto com o S. Martinho, com o S. Francisco, com o Senhor da Esfera, sei lá ... pois aqueles animais são prova disso!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


11
Nov06

Castanhas para todos

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

O Ventor gostaria que toda a gente tivesse castanhas, pelo menos, pelo S. Martinho.

 

 

 

Está previsto, para todos nós, um belo verão de S. Martinho mas o Ventor está coxo e nem sequer pode ir às castanhas.

Ele diz que vai ver se, no dia de S. martinho, hoje, pode ir ao magusto com a família. Eu como sempre, por ser medricas, ficarei cá em casa!

O Ventor também tinha um almoço com outros amigos, mas tem de optar, se realmente conseguir ir a algum lado. Entre amigos e entre família e amigos, vai pelos segundos, por todas as razões e mais algumas.  Num almoço de amigos, ele vai só, doente e a guiar até ao cantinho do Alto da Serra, lá para Rio Maior, onde se sentará numa cadeira, comerá algo, beberá umas garrafas de água e um ou outro copo, por causa do regresso.

 

No magusto, vai com a família, pode ir a guiar, não irá só e até pode arranjar boleia se for caso disso! Por isso, as vantagens estão do lado do magusto. E o Ventor não perde vantagens a não ser que alguém esteja para morrer. Além disso, ele pode chegar, beber um copo, sentar-se numa cadeira, num banco de pedra, cumprimentar os seus amigos, como o grilo de há 15 dias, se calhar ainda o louva-a-deus, a lesma, o caracol ... sei lá! Mais a vantagem de se poder deitar num sofá ou até numa cama de perna estendida. E, quando um animal está doente, mesmo que seja o Ventor, as vantagens não podem ser desperdiçadas.

 

 

Mas eu estou aqui para vos falar de castanhas, do Ventor e do S. Martinho. Todos os trabalhos do povo levam a estes dias de festa que devem ser aproveitados para mitigar o stress originado por toda a cambada que passa a vida a roubar o povo. Sim ROUBAR com letra grande, pois é disso que se trata! Não acreditam? Então vejamos! Todos dizem uma coisa e fazem outra. Para atingirem o poleiro, eles não aumentam os impostos, vão aumentar os ordenados, vão melhorar os serviços de saúde, vão aumentar as reformas, vão deixar as pessoas passearem-se à borliú nas Scuts, e vão fazer da vida de todos os portugueses, um "Paraíso" neste Planeta Azul.

 

Depois tudo acaba porque, eles, os outros, sempre os outros, é que deram cabo disto tudo, os salafrados. Agora vão-se armar em salvadores da Pátria e mesmo assim, depois de tanta explicação, são incampazes de reconhecer que são mentirosos! Com gente desta já nem a água-pé se aproveita e castanhas dera-as Deus para muitos! Não há stress que seja derrubado. Uns mentirosos dão, outros mentirosos tiram e no dá e tira, acho que todos deveriam ir parar ao inferno do vira!

 

O Ventor diz que fica à espera do dia em que os políticos se proponham a ser timoneiros deste país com a verdade na ponta dos lábios e que o povo os entenda. Mas quem os ouve falar são todos uns cordeirinhos, uma beleza de homens, uns santos. Fartar Vilanagem! O Ventor também me diz que reconhece que é preciso endireitar o pau que foi torto por aldrabões, mas esse trabalho não pode ser feito por outros aldrabões. Tem de ser feito por gente séria! Será que ainda há gente séria neste país?

 

Pronto! Vocês não sabem, mas aqui do meu Miradouro eu ouço tudo! Ouço as pessoas, ouço os cães, ouço os gatos e até as gaivotas vêm falar comigo, saber se o Ventor já está melhor da perna. Vejo alguns passarem a comer castanhas em cartuchinhos de papel, mas todos a dizerem mal dos comilóes da Pátria! Vocês já receberam e-mails a falarem dos ordenados chorudos de meia-dúzia de palhaços que não sabem fazer nada? Das cunhas, dos jeitinhos, das mãos que lavam as outras, etç.? É uma vergonha o povo ter apoiado de alma e coração uma revolução para acabar nisto!

 

Qual é a República que permite aos comilões fazerem leis só para eles? Para se banquetearem á mesa das gestões das empresas públicas, semi-públicas ou assim-assim? São capazes de me dizer? Levantai os olhos portugueses e procurem em redor!

 

 

Mas hoje é dia de água-pé!

 

 

Foi um ano quase inteirinho a tratar das vinhas. Plantar vinhas novas, podar as velhas, sulfatar, lutar com o míldio, etç. Depois a vindima, o lagar, a "pisagem" à antiga ou moderna. E agora? E agoooora? Agora a água-pé, o vinho novo (doce) ... o cheirinho a lagares, a beleza do Outono, a companhia do S. Martinho.

 

 

Vão, vão! Vão à Adega e provem o vinho. Não se esqueçam de convidar o S. Martinho!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


O Ventor e o Quico no seu Miradouro




Diana ao encontro do Ventor na sua charrete


Cibele entre as estrelas ao encontro do Ventor


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