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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


25.08.09

A Caminhada da Coragem


Ventor e Quico

A minha Dona com tantos problemas que tem, só quer ver todos bem à sua volta. Ela consegue colocar a máscara dos sorrisos sobre a sua máscara real, aquela em que só vemos sofrimento e encher-se de coragem para caminhar mais uma vez ao lado do Ventor. Na 4ª feira de 5 de Agosto disse ao Ventor: "prepara-te para ires fazer a tua caminhada às tuas (nossas) Montanhas Lindas".

O Ventor perguntou-lhe se achava que tinha estofo para outra caminhada como a que fez no mês anterior e o seu sorriso abriu-se, dizendo: "senão tentar, nunca saberei"!

E lá foram!

Há 3 anos que o Ventor sonhava voltar à Pedrada.

Na 5ª feira, o Ventor com um problema num pneu do automóvel, e achando que devia velar melhor pela segurança da minha Dona, prometeu ao Cinzas uns "sapatos" novos para andar às voltas daquele pedaço de Paraíso e foi comprar 4 pneus novinhos. E lá foram os três: o ventor, a minha Dona e o Cinzas que estava todo contente por andar pelos sítios por onde andava o seu irmão preto.

A minha Dona ao chegar perto do Porto, disse ao Ventor: "Vila Nova de Gaia é tão bonita na sua frente ribeirinha. E se fôssemos lá almoçar"? O Ventor disse-lhe: "é para já"!

Chegados junto ao rio Douro, o Ventor deixou a minha Dona sentada num banco de pedra e foi à procura de um lugar para o Cinzas.

Quando chegou, já a minha dona tinha traçado dois planos: almoçar no Transmontano e se desse tempo e houvesse bilhetes, dar a volta das pontes no rio Douro num daqueles barcos, onde metem pessoas, parecidos com os barcos rabelos.

 

Um dos caminheiros do Douro

Quando o Ventor se apanhou no Transmontano, no fresquinho, rodeado de coisas boas ia pensando que, se calhar, teria de ficar a lavar pratos como aconteceu a um amigo seu, nos anos 60 no restaurante da Torre Eifel, em Paris.

Mas não! O Ventor lá conseguiu arranjar os setenta e tal euros para pagar o almoço para os dois. E se eles ficassem com a limusine da minha dona?

Acabaram de almoçar e dirigiram-se ao barquinho que os iria levar nessa caminhada pelo belo Douro. Mas a minha Dona disse logo: "não te esqueças que hoje é o aperitivo para a outra caminhada maior até à Régua e volta. É apenas um ensaio"!

"OK" - disse o Ventor. "Quando quiseres, desde que não faças cara feia"!

E se o Senhor da Esfera der uma ajudinha, o Ventor vai levá-la lá.

Por isso, deixei, em cima, um cheirinho de Douro. O Ventor disse-me que foi pena o tempo não dar para ir à prova de vinhos, mas tinha de estar às 17 horas em Ponte da Barca. Por isso começava a haver riscos. Provar os éters do Douro e acelerar para chegar a tempo não começava a ser boa ideia. Soprar no balão e colocar um olhar de espanto nos GNR's ou obrigar os GNR's a escrever a multa do excesso de velocidade com um romance atrás? Nah! Isso não é do Ventor!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

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