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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


24.04.11

Uma Caminhada entre Amigos ...


Ventor e Quico

... no Lugar do Sol.

Não está o Quico, mas estou eu, o Ventor e, ontem fui dar uma caminhada entre amigos.

Amigos que me abraçaram, me beijaram (lambuzáram-me todo), correram atrás de mim, quase me despedaçaram a máquina que já está como eu, mas só caiu na relva. Sujaram-me todo com as patas molhadas, pois a chuva, ou a sua ameaça, ou a escuridão, foram companheiras dessa nossa bela caminhada.

Todos correram entre as flores a mostrarem-mas, apenas o meu amigo Gaspar que, segundo o seu Vet, terá uma tendinite, me acompanhou com calma. Ele é um Senhor cão, um senhor perdigueiro português que adora a sua casa e os seus amigos e nunca esquece o Ventor.

 

 

O Gastão e o Messi os dois rebentos do Gaspar e da Maria, que tiveram a sorte e a felicidade de ficarem com os papás babados e o Stick, no Lugar do Sol

 

 

Os meus amigos adoram caminhar comigo entre as flores e, até já o Gastão e o Messi, em cima, ficam contentes pois eles sabem que andaram ao colo do Ventor

 

Mostrou-me as flores do seu jardim, dos seus companheiros e dos seus donos. Caminhou bastante com a sua pata no ar mas, nunca desistiu! Agora, para sua sorte, além da Maria e do Stick, tem a acompanhá-lo o Gastão e o Messi, dois dos seus filhotes, novos amigos do Ventor e novos defensores da sua casa. Eles são autênticas maravilhas e, socialmente, melhores do que muitos dos homens que o Ventor vê nas TV's, abrirem as goelas, tal como eles quando ladram e que tanto falam no Estado Social. Esses, teriam muito a aprender com o Gaspar, a sua família e o seu amigo Stick.

 

 

 Até, já nas margens do caminho, as flores ou os seus sustentáculos se apressam a dar-me as boas-vindas

 

Mas isto não passou de uma caminhada. Mais uma!

Quase me apeteceu dar uma batida no galo do meu amigo Carlos porque lhe tirei umas 60 fotos e ele nunca tirou os olhos de mim. Creio que só em duas ele olhou para outros lados! Por isso, correr pelo campo abaixo, obrigá-lo a entrar no galinheiro e obrigá-lo a baixar a crista, foi o que me apeteceu mas não o fiz porque ele não passava de um galo ciumento e, pelos vistos parvo!

 

 

O galo do vizinho, nunca tirou os olhos do Ventor, nem quando tentava procurar o tritão que dá as boas vindas à minha chegada

 

Disse-me que a minha sorte era ele não ser como o pica-no-chão que me atacou duas vezes, depois atacou a dona e acabou por dar origem a um arrozinho de fricassé. E que, era apenas por isso que ele não me dava umas bicadas. Depois, quando me viu fazer a tentativa de entrar dentro do seu reduto florido, deu às de vila diogo e rumou a bom porto. Lembrei-me do Gil Vicente e do seu "quem tem farelos"! Afinal era o galo do meu novo amigo Carlos que, apressadamente, disse: "quem tem farelos sou eu e é para lá que me vou despachar".

 

 

A roda, o símbolo das velhas e das modernas civilizações. Ela presta guarda de honra a nossos antepassados. Foi sobre rodas que todos chegaram aqui. Por isso, penso eu, uma de madeira e outra de ferro, ambas, o cerne da apologia a todos os que até aqui caminharam. Se todos vermos bem, a roda, é e será, talvez a invenção mais útil da humanidade. Terá sido, dizem, inventada nos lugares por onde caminhou o meu amigo Nemrod, mas eu acho que é um instrumento que qualquer um podia inventar. Maiores dificuldades terão sido, onde e como aplicá-la! Aqui, por exemplo, esta de ferro, só serve mesmo para uma homenagem à sua presença no mundo, enquanto a outra, de madeira, em baixo, ainda deixou um espaço, no seu eixo, para o meu amigo pardal construir a sua casa 

 

Então fiquei na dúvida se ele julgava que lhe ia aos farelos ou se julgava que eu lhe levaria uma galinha para o tal arroz de fricassé.

Tudo acabou em bem e não houve batalha! Para além de tudo isso, estávamos a viver mais um sábado de aleluia e devíamos evitar qualquer escaramuça! Foi aí que regressei para os meus amigos caninos e o meu amigo Gil que, ao jantar, teve a amabilidade de se querer deitar no colo do Ventor.

 

 

 Também vou jantar Ventor! E lá saltou o meu amigo Gil para os seus tachos

 

 

Lá estava o pardal, sobre o telhado, pronto a mostrar-me a sua casa, por baixo, situada no eixo desta roda

 

Também o meu amigo pardal me mostrou a sua nova casa reconstruída sobre as ruínas da casa que construiu o ano passado e pediu-me para tirar algumas fotos aos seus ovos e aos seus meninos quando os tiver. E, foi assim que ficou combinado. Entretanto fez-se escuro, jantamos e sem delongas, rumamos a casa na esperança de novos encontros com todos eles, os cães, o Rafinho, as chinchilas, o Gil e, vamos ver como vai ser com os gansos e o galo do vizinho que não querem ninguém a bisbilhotar nos seus arredores.  


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia