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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


25.02.10

Mais um dia Triste


Ventor e Quico

Hoje é mais um dia triste para todos nós. Hoje perdi mais um amigo - o nosso amigo Zé. Ele era um amigo do Quico e de toda a família.

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O nosso amigo Zé

Depois de tanta luta, acabou por partir!

Todos estes dias eu acabo por pensar nos meus amigos. Sempre que me levanto, continuo a fazer tudo o que fazia com o Quico.

Logo que o dia começa a aparecer, vou à varanda e ponho logo os olhos nas gaivotas que vêm do mar esfomeadas para tentar sacar pedaços do pão que damos aos pombos e alguns lixos comestíveis que vão encontrando por aqui, no jardim. Ainda hoje encontrei 8 gaivotas a disputar aos pombos, as migalhas que lhes enviam das janelas e mais umas quantas no ar.

Os cisnes andam para trás e para diante nas águas que se espelham no miradouro do Quico e os patos reais continuam a formar-se em esquadrões alados, treinando os seus voos, enquanto o Tobias, de rabo para o ar se esforça imenso para, de vez em quando, arrancar uma minhoca ao gramado. Enquanto observava toda esta beleza, o meu amigo Zé morria.

Acabaram as nossas passeatas para sempre. Não mais voltaremos a caminhar juntos pelos sítios do Alentejo profundo, pelas praias, falésias e barrancos do Algarve, pelas planuras espanholas, por ...

Tudo acabou! Agora, dos velhos amigos do Quico, só nos restam a Fifi, a Magda, o Rafinho da Joana, o Tobias (o melro que continua por aqui) e todos os outros com que a Natureza ainda enfeita os meus olhos. O nosso mundo já acabou para todos os outros.

A partir de agora, todos eles não passam de recordações. Recordações de muitas alegrias na vida do Ventor e de todos nós. Recordações que acabam culmatadas pela tristeza, última, das suas perdas.

Adeus Zézinho.

Eu sabia que ia chorar por ti e que nunca te irei esquecer. Mas O Senhor da Esfera terá um lugar especial para todos vós, onde aguardarão pelo Ventor.


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

21.02.10

Caminhar no Lugar do Sol


Ventor e Quico

Caminhar no Lugar do Sol é para o Ventor uma festa e sendo uma festa para o Ventor, também o será sempre para o vosso amigo Rafinho!

As próprias galinhas do vizinho, lhe fazem a sua festa. Começa por ser um galo a perguntar-lhe: "já andas por aqui paparasi"?

Depois vem tudo! Galinhas, galos, patos, ... e alguns nem saem, como os perús e outros. Mas o Ventor, fazendo juz à provocação, só dispara!

As galinhas do vizinho lá de baixo

No meio de um campo florido de azedas e não só, que mais podem desejar as galinhas? Elas têm comer em casa, têm ervas no campo, têm liberdade, têm tudo! Por isso nada vem melhor que uma paródia com o Ventor.

Este galo aproxima-se um pouco mais do Ventor para lhe perguntar como arranjou maneira de imitar os paparasi

Depois os galos fazem o seu papel. Nada de misturas, nem com o Ventor! E ei-los, armados em senhores dos espaços que consideram vitais para as suas famílias. Este não está zangado com o Ventor, não. Apenas está a dizer-lhe para não se intrometer muito, mas não se esquece da história do pica-no-chão e sustem as intenções.

Este meu amigo, que chega a aproximar-se para conversar comigo, está a perguntar porque o Ventor não me leva com ele e me solta um pouco para eu lhes falar das vidas dos humanos. Talvez, com o tempo, ele venha a saber, ao certo, que nem todos os homens são como o Ventor

Mas, todo este espaço, em redor do Lugar do Sol, tem sido uma maravilha para o Ventor. As previncas enfeitam-lhe o chão como uma carpete azulada e as azedas acabam por o dourar com um belo tom amarelo, multifacetando todos os recantos.

Nesse chão colorido com o verde das ervas, com o amarelo das azedas e com o tom azulado das previncas, misturados com outras flores e arbustos, ouvem-se dentro da rede o caquerejar das perdizes, vindo lá de longe e observam-se no seu exterior, os coelhos bravos, que foram amigos do Gaspar I, alimentando-se, atentos a tudo que os rodeia e, especialmente, quando sentem por perto, o nosso amigo Ventor.

Dantes, o Ventor e o Gaspar I, de pé, sobre o muro, ficavam por alguns momentos, a deliciar-se com as caminhadas dos meus companheiros, os coelhos bravos, uma beleza que, não sei por quanto tempo ainda farão parte das belezas deste mundo

Até à próxima. Deixo-vos aqui um abraço,

do vosso amigo Rafinho,


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

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