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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


30.11.09

Do choupo para janela ...


Ventor e Quico

... uma conversa do Tobias com o Ventor!

«Olá, Maralhal»!! «Era assim que o Quico dizia».

 

 O melro Tobias

«Para aqueles que já me conhecem um olá muito especial, para os outros que ainda não me conhecem, apenas vou ter de voltar a apresentar-me»: «eu sou o melro Tobias»!

«Voltei, mais uma vez, a conversar com o Ventor. Ele andou à minha procura e eu cá estou! E, agora, pedi ao Ventor para colocar nessa vossa janelinha a minha conversa com ele, mas ele achou que devia ser eu a dizer-vos o que penso. Por isso fiz um rascunho para o Ventor passar para vós».

«Pronto aí vai»!

«Como alguns de vós já sabeis, eu era muito amigo do Quico e, agora, continuo a ser amigo do Ventor mas tenho andado um pouco chateado e não tenho andado a esvoaçar aqui pelos choupos, junto à janela do Ventor. Como deixei de aparecer, o Ventor, um dia destes, andou por aí à minha procura e foi encontrar-me a esvoaçar de árvore em árvore, uma epécie de salgueiros, junto à água, onde, de vez em quando, apanhava uma minhoca. O Ventor pareceu-me um pouco triste e perguntou-me porque não apareço mais vezes, aqui pelos nossos  choupos, para conversarmos.

Mas a vida de melro não é assim tão simples como à primeira vista possa parecer-vos! Têm andado por aqui alguns amigos meus, uns gaios que também são amigos do Ventor e tudo corria bem mas, depois, apareceram por aqui uma catrefa de estorninhos que nos deixaram sem reservas. Os gaios foram à procura de sobrevivência para outros sítios e os estorninhos partiram depois de limparem tudo. Eu tive de ir atrás mas, como devem calcular, nunca me poderei afastar para muito longe. Além disso, tenho por aqui muitos dos meus amigos alados. Os gaios prometeram-me que voltavam para darmos umas passeatas por aqui com os cisnes, os patos e as garças que também nos vão visitando e, também, para nos divertirmos com o Ventor.

No dia seguinte ao meu belo encontro com o Ventor, junto à ribeira, logo pela manhãzinha, eu vim saltitando pela relva, por entre as árvores e cheguei até junto da janela do Ventor. Ainda era muito cedo, mas lá o vi a deitar umas migalhas aos pombos, que eu também apanho sempre que posso e, depois, subi para a folhagem do choupo e tivemos uma grande conversa.

E quando estávamos entretidos na nossa conversa, tinham os patos reais acabado de acordar e preparavam-se para começarem a esticar as asas iniciando os  seus exercícios matinais de aquecimeto.

De repente, quatro patos, numa grande algazarra, nos seus quás-quás, dão quatro voltas em redor e sempre com passagem baixa entre os choupos onde eu me encontrava e a janela do Ventor, a voarem mesmo junto da sua cabeça. Foi uma beleza para o Ventor e também para mim, observarmos aquela espécie de esquadrilha de Topoleves de penas. Depois uns amigos nossos, também patos reais, disseram-nos que aqueles amigos tinham chegado de muito longe, na véspera à noite e como vinham cansados, acabaram por passar a noite com eles e, logo de manhã, ei-los de partida à procura de novos mundos, certamente outros sítios paradisíacos e também outras encruzilhadas de novos perigos.

Talvez dentro de algum tempo, os gaios voltem, pois tiveram de partir para outros locais, que o Ventor bem conhece, para sobreviverem. Há por aí zonas ideais para eles. Zonas com árvores como alguns carvalhos, bastantes sobreiros, freixos e pinheiros entre outras árvores e com cascas velhas cheias de larvas, alem de bolotas, que transformam esse ambiente, numa área de protecção para essa malta. 

Mas eu sei que todos eles vão regressar, porque todos eles, tal como eu, gostam muito de conversar com o Ventor e o Ventor connosco. 

O Ventor colocou aqui algumas castanhas e nozes para os roedores como os esquilos que continuam lá por cima junto do Quico e eles acabarão por ver isto porque, todos nós sabemos que o Senhor da Esfera controla a Esfera com um Computador Global, o mesmo que faz tudo o que pode para que as esferinhas mais pequenas não choquem umas com as outras. A chatice é que o computador global do Senhor da Esfera, às vezes, tal como os computadores inventados pelos homens, também mete água!

Não sei se sabem que o Ventor também tem amigos Druidas. E também digo a todos os que não sabem que essa história da globalização é mesmo global! Os Druidas, nos tempos de antigamente, só viviam em florestas de carvalhos, tal como o Merlim, o mago do Rei Artur, do Ventor e de outros, que também era Druida. Agora, os espíritos dos Druidas e os doendes, vivem onde podem! Eles metem-se nas árvores que os conseguem recolher, como os tais carvalhos, os sobreiros, os pinheiros já velhos, os castanheiros de troncos retorcidos, os freixos ... sei lá! Dessas coisas o Ventor é que sabe. Mas, a verdade, é que os druidas também optaram pela GLOBALIZAÇÃO!

 Eu até sei que a mensagem dos gaios informava o Ventor que o Merlin andava lá por cima com o Quico. E também sei que se dão todos bem, naquelas Montanhas Lindas. E, se não fosse tão longe, até eu gostaria de ir até lá, pois disse-me o Ventor que há lá, com o Quico, de tudo ... ou quase! Há esquilinhos, que vêm dos carvalhos da Assureira, até aos castanheiros e carvalhos que estão lá por perto do sítio do Quico. Já há por lá martas, fuinhas. Será que os texugos e outros também por lá continuem?

Depois, se o Ventor me deixar, eu continuarei a contar-vos coisas. Até um dia, Maralhal»!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

11.11.09

Castanhas para Todos


Ventor e Quico

Hoje, não tenho aqui o meu Quico para oferecer as «Castanhas para Todos».

Ele ficava todo contente quando eu dizia: "vamos oferecer os votos de muitas castanhas para todos os nossos amigos"?

Ele corria para a nossa janela, pois sabia do que se tratava!

Hoje, ele não corre, junto de mim, para a nossa janela, mas eu sei que ele estará por aqui a ver e partilhar da mesma vontade que eu. Desejar "castanhas para todos".

"Castanhas para Todos" - em nome do Quico.

O S. Martinho, em Soajo

Este ano, os nossos amigos Alex e Tina, voltaram a mandar-nos uma caixa com as célebres castanhas de Arouca. Só eu sei a festa que o Quico, no ano passado, fez ao "verme" que acompanhou as castanhas. O verme teve de fazer uma caminhada sempre tocado pela luvinha do Quico, até eu o apanhar e o enviar para o jardim. O Quico ainda me disse: "ele não tem sobretudo, vai morrer"!

E eu, ripostei que sempre haveria o S. Martinho, para dividir a capa com ele. Mas, este ano, se o Quico continuasse por aqui, a desejar muitas castanhas para todos, tenho a certeza que ficaria encantado com os vários vermes que as castanhas nos trouxeram.

Logo ao abrir a caixa, ainda procurando cortar as fitas com uma tesoura, comecei por ouvir logo uma pergunata: "Olá! Tu é que és o Ventor"?

Sim, porquê?

"Sou eu o sentinela que guarda o acesso à caixa. Se não és o Ventor, podes desandar pois eu não voltarei a perguntar, quem vem lá"!

Mas que raio fazes aqui? Como chegaste de tão longe e por fora da caixa?

"Já disse que sou o sentinela e olha que esta caixa, além de transportar e proteger as castanhas de maus olhos, serve de bunker para a minha rapaziada. Esta caixa é intransponível sem a nossa vontade de colaborar. Se tu és o Ventor, tenho informações que vais ficar com pele de galinha para nos ameaçares".

Fico com pele de galinha, mas não é frente a carecas como vocês! Se fosses peludo já a caixa tinha voado pelo chão fora e tu nem saberias o que te iria esperar. Mas já que apareces armado em pimpão ...

"Não digas que nos vais fazer mal! Temos informação de que o Quico é nosso defensor e que o Ventor, mesmo com pele de galinha, não nos faria mal e, ..."

Pois não! Estava só a fazer-te medir as asneiras e a tentar que fosses cauteloso mas, não contes com a ajuda do Quico, pois o Senhor da Esfera levou-mo e escusas de te escudar com ele.

Ele ficou no chão do hall a conversar comigo e eu fui penetrando no "Bunker". Lá estavam os seus companheiros de caminhada, uns quantos, prontos para defender o "Bunker" mas, já sem agressividade pois tinham ouvido a conversa entre eu e o sentinela.

Vinham todos contentes a julgar que o Quico iria, juntamente comigo, receber as castanhas e começaria logo a sua oferta de "Castanhas para Todos"!

Tiramos as castanhas para uma cesta, esta ...

 

Castanhas de Arouca

E todos ficaram muito tristes ao saberem que, desta vez, o Quico não estaria para receber as castanhas como gostava.

Depois a Dona do Quico, fez como ele nos pediria. "Como não podemos fazer nada por eles deita-os para o jardim. Talvez ainda tenham tempo de sobreviver ou enviar um telegrama a contar como decorreu a operação"!

Mas, imaginem que não sou eu! Que é o Quico a, tal como em alguns dos outros anos, a desjar, para todos vós, muitas castanhas!

Ele dizia-me sempre que temos de partilhar a festa de S. Martinho! Só que, agora, o Quico e o S. Martinho estão mais perto um do outro.

Como será do conhecimento de alguns, S. Martinho é o patrono da "velha, nova" Vila de Soajo. O Quico no meio das minhas Montanhas Lindas e S. Martinho ao lado dos espigueiros de Soajo, junto à porta da Igreja, encontrar-se-ão, certamente, pelo menos durante esta época de castanhas e água-pé. E comerão castanhas e beberão água-pé, juntos, desejando saúde a nós todos. Quem sabe não andam os dois a apanhar castanhas no Mezio! Cuidem-se adegas de Soajo e arredores!

Mas eu, este ano, não vou ter água-pé! Já decidi. Ando com o pescoço torto e não dá para ir à água-pé. Passei ontem, a pé, à porta da Tasca da Dona Rita e lá estava o letreiro: "temos a melhor água-pé da Amadora"! Mas não trouxe!

Se me apetecer declarar uma guerrinha aos medicamentos, pois um dia não são dias, então, iremos acompanhar as castantas com vinho verde!

Castanhas assadas

Para todos vós, em memória do meu Quico, da Dona do meu Quico e meu, os votos de que todos vós, com muitas castanhas, acompanhem o S. Martinho ... no zumba na caneca! Mas cuidado!

Um bom S. Martinho para todos, com muitas castanhas e água-pé e especialmente para o Alex e a Tina pela amabilidade de nos terem enviado as castanhas de Arouca.


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

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