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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


23.06.09

Na Véspera do Solstício


Ventor e Quico

Houve quem fizesse vénias ao nosso amigo Apolo no Solstício de Verão.

O Ventor e eu fizemos aqui, também, na nossa caminha, a saudação especial a Apolo quando ele surgiu ali, do meio das oliveiras, a obrigar o Ventor a esfregar os olhos.

Mas na véspera, o Ventor contou-me como foi lindo, os quatro juntos, Apolo, a Primavera, o Verão e o Ventor a brincarem entre as flores ali pelos lados de S. João das Lampas. O Verão tecia elogios ao belo trabalho deixado pela sua mana Primavera e o Ventor era todo sorrisos para ela, enquanto o nosso amigo Apolo, sempre com aquele ar bonacheirão se ria, saltava e pulava por entre as flores.

O Ventor achava muita piada àquelas flores rosas, mas perdeu muito tempo a reparar em volta, sem tirar os olhos daquele belo batatal florido. Depois deixou os três na brincadeira e foi para os campos segados, completamente rapados e caminhou um pouco só entre belos muros de pedras amontoadas, através dos tempos, por braços de trabalho.

Mas esteve pouco tempo só porque a nossa amiga Primavera, queria dizer ao Ventor como gostou de, mais uma vez, nos ciclos dos Equinócios e dos Solstícios, caminhar a seu lado.

No dia seguinte, no tal dia do Solstício de Verão, a Primavera chegou de manhãzinha, pela mão de Apolo, para se despedir do Ventor e vocês nem imaginam como o Ventor adorava aquela linda coroa de flores que ela trazia na cabeça, como sempre faz quando lhe aparece. 

A beleza da Primavera de que, ou eu ou o Ventor, já tanto temos falado, agora só volta para o ano. Por isso, sorriem e esperem por 2010!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

09.06.09

A família da Isabelinha


Ventor e Quico

É verdade!

Lembram-se da Isabelinha?

Estas, já são tataranetas da Isabelinha, e continuam por aqui.  São muito lindas, não são? A minha dona até as acha feias mas o Ventor acha-as bonitas e eu, então, nem se fala!

Esta menina observa com calma o Ventor

Pois foi exactamente assim!

O Ventor, ontem, estava muito triste. A minha dona não melhora nada e ele apeteceu-lhe vestir-se e ir ver se estava por aqui a família da Isabelinha. É que o Ventor diz-me que, neste ano de 2009 e daqui em diante, as nossas queridas "Isabelinhas" serão uma espécie de maquineta perfeita para aferirmos do comportamento ecológico em nossso redor. A família da Isabelinha e, claro, as flores!

A propósito de flores, o Ventor disse-me que este ano, os jacarandás estão doentes em Lisboa e arredores. As suas flores nasceram cheias de pintinhas, até parece que vieram com uma espécie de sarampo!

Como sempre as flores adoram partilhar da caminhada do Ventor. Parece que até se emproam!

Estas são flores do jardim daqui e, vistas cá de longe, até parece que estão de saúde. Será que estão? Mas se a família da Isabelinha se sente bem por aqui, as flores também estarão bem. Acho eu!

Esta menina observa o seu reflexo na água e diz ao Ventor para reparar como está linda

Mas como eu disse há algum tempo atrás, os descendentes da minha amiga Isabelinha, ao descobrirem que o Ventor e eu andávamos por aqui, recorreram à nossa protecção. Só que, por aqui, as coisas nem sempre estão bem para eles. Quando é preciso limpar a ribeira, esta malta corta todos os vegetais que protegem as galinhas d'água e elas, muito tristes, não podem fazer mais nada, senão fugir.

Esta diz ao Ventor que as pessoas se têm portado bem e até lhe trazem algum comer

Há algum tempo atrás, o Ventor apercebeu-se que os familiares da Isabelinha, que durante o Inverno se refugiaram por sítios mais seguros, começaram a redistribuir-se para fazerem a criação. Um dia, por aqueles lados do Tagusparque, enquanto brincava aos fotógrafos com os coelhos bravos, viu esvoaçar sobre a sua cabeça, uma galinha d'água e depois duas que se dirigiam para zonas do rio Jamor, e também para a ribeira junto à Fábrica da Pólvora. Mais tarde, passou outra solitária e o Ventor ouviu um som sumido " ... perto de ti Vent ... or"! O vento era muito e o Ventor percebeu "em breve estaremos perto de ti, Ventor"!

Este "pitinho", grita para o Ventor, para apreciar como ele gosta de nadar nos charcos do seu mundo

E cá estão elas! Lindas ou feias, como quiserem, elas são minhas amigas e amigas do Ventor e são para nós muito lindas! Como vêm, elas fazem tudo para que o seu belo mundo continue a pulsar na sua bela caminhada! Já há uns quantos pequeninos.

E disse-me que também gosta de observar as flores

E como podem ver, pela amostra, o mundo deles também está bem preenchido por belas flores, para tornarem os seus olhos, os meus e os do Ventor, muito mais belos.

Os patinhos pequenos, quando a mãe os chamou, esvoaçaram sobre as ervas e sobre a água e até parecia que saiam debaixo do chão. Até fizeram alguma ginástica para não atropelarem o pito preto das isabelinhas

Mas os patos também estão por cá e já criaram duas belas ninhadas. Os patos reais são nossos companheiros de caminhada por aqui, juntamente com as galinhas d´água. Além deles, temos também os melros, as rolas turcas, os pintassilgos, os verdilhões, os lugres, os rouxinóis, os piscos e demais rapaziada. As garças também aparecem de vez em quando, enquanto houver peixe e as gaivotas vêm comer com os pombos e, de volta, levam mensagens do Ventor para irem passando de bico em bico até darem a volta ao mundo.

A este pato, o Ventor diz-me que ele estava tão cansado que, achou ao observá-lo, que ele se sentia que estava no paraíso, onde até havia água e tudo! 

Mas como podem apreciar, este mangas também está a fazer aqui um estágio para aferir do bom comportamento dos humanos destas paragens. Ele disse ao Ventor que estava muito cansado e, ao ver estes charquinhos, habitados por velhos companheiros de outras espécies, concluiu que poderia fazer uma paragem para ganhar novas forças para prosseguir a sua caminhada.

Depois preparou a toilete, pena a pena

Bebeu água, comeu pão com os outros e foi conversando com o Ventor. Depois tratou da sua toilete, arranjou as penas muito bem e, por fim, colocou-se num lugar resguardado e pôs-e a dormir uma soneca que até fez inveja ao Ventor.

Por fim, dialogou com o Ventor e perguntou-lhe se, de facto, isto era o Paraíso. E sempre a observar, ficou admirado quando o Ventor lhe disse que já foi. Voltou a bservar tudo em volta e disse muito admirado: "e eu a pensar que tinha chegado"!

O Ventor chegou, descarregou as fotos para o computador e foi imitar o pato. Depois pede-me para ser eu a colocar aqui os nossos amigos porque ele anda sem paciência. Só que, para mal dos meus pecados, deixa-me sempre o computador fechado e eu nada posso fazer.

Agora disse: "Quico, anda cá. Trata disto"!

E eu, claro, faço o que posso!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia