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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de banmbu


27.06.07

A Neta da Izabelinha


Ventor e Quico

Claro que vocês não se recordam da Izabelinha, mas eu lembro-vos.

Para já e antes que me esqueça, só para recordar alguns interessados, que sei que me seguem, que escrevi mais uma página do Ventor em África. Chama-se Rumo a Sul. Uma brincadeira que eu aproveito das histórias que o Ventor me conta.

A Isabelinha era uma galinha d'água que conheceu o Ventor e que me escreveu a dizer-me mal da vida dela e dos seus como podem ver aqui.

Agora imaginem só, que a neta da Isabelinha quis vir para junto de nós. Eu vejo-a aqui do meu miradouro.

Algum tempo atrás, o Ventor tirava fotos a umas libelinhas e dois guardas do jardim vieram ter com ele para lhe dizer que, mais abaixo, havia uma galinha d'água com três filhotes. Se tiver paciência e esperar um bocadinho, talvez os consiga ver nas suas deslocações. Assim foi!

Um dos filhotes da neta da Isabelinha

Ao Ventor, tempo e paciência é coisa que não falta e lá foi! Fotografou a galinha e os seus três filhotes, mas sempre um de cada vez.

Então os senhores disseram-lhe que os jardineiros tinham andado a limpar a ribeira e que deram, já no fim, com aquela família, deixando apenas uns pequenos tufos para lhe servirem de abrigo, pois quando se aperceberam da sua existência, já estava quase tudo limpo. Depois os bichos desapareceram e tememos que fossem todos mortos pelos gatos ou cães ou até pessoas de má índole coisa que, infelizmente, não falta.

Quando, num outro dia, o Ventor procurava, cuidadosamente, a sobrevivência de todos ou algum desses nossos novos vizinhos, não lhe parecendo que algum tenha resistido, colocou os braços sobre o gradeamento e estava a pensar como é que uma galinha d'água selvagem veio até nós, com o objectivo de criar a sua prole! Um sítio horroroso para eles. Já terá sido bom, já!

A neta da Izabelinha, estava com receio do Ventor e de outro amigo que lhe levou pão

De repente, o Ventor olhou para um buraco e, no seu interior escuro, pareceu-lhe ver um pedacinho de cor avermelhada ou alaranjada. Algum tempo depois, não tinha dúvidas que o que estava a pensr estava correto. A galinha d'água estava lá escondida. Um senhor chegou junto do Ventor e disse-lhe. Aposto que está aqui pelos mesmos motivos que eu, mas já a vai ver. Mandou um pedaço de pão pelo ar que foi cair na água em frente daquele buraco. A galinha, um pouco exitante, lá se apercebeu que aqueles dois não lhe faziam mal, saíu para fora do buraco dirigindo-se para o pão. Ao chegar à água, fez uma chamadela e, do meio de um tufo saíu uma das suas crias que estava escondida, agachadinha no meio das ervas e ninguém a conseguia ver.

Ela resolve sair do buraco e chamar o filhote para lhe dar de comer

Aquela cria, um pouco atarantada, lá acompanhou a mãe e seguiram direitas ao pão que comeram sofregamente. Assim o Ventor ficou a saber que a neta da Isabelinha veio para junto de nós porque descobriu a direcção da avó para mim com um recado: «minha querida netinha, se um dia chegares a ser grande, encontrares um namorado e precisares de uma casinha para vocês, procura o Ventor e o Quico e foje para junto deles".

A fome era negra e tinham de correr o risco. Comer e sobreviver, ou morrer lutando

Por isso a nossa amiga anda aqui. Espero que seja por muito tempo!

 


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

24.06.07

23 de Junho


Ventor e Quico

O Ventor, os gaios, os esquilos e a máquina!

Neste dia de verão, o 2º se os gatos sabem fazer contas, o Ventor foi deixar a família ao Colombo e, depois, achou que era boa ideia, enquanto elas regalavam os olhos nas coisas bonitas do Séc. XXI e, muitas delas desnecessárias, ele ir cumprimentar os seus amigos no Parque Florestal de Monsanto.

Arrumou o carro junto do Clube de tiro de Monsanto e embrenhou-se na floresta do Séc. passado. Sobreiros enfesados mas velhinhos, pinheiros, eucaliptos e freixos gigantes e muitos arbustos.

O grasnar dos gaios, o arrolhar da rola, o chilrear dos passarinhos, as escapadelas dos esquilos, tudo isto faz o caminhar perfeito do Ventor.

Caminhando ao sol e à sombra do grande arvoredo, apontou a máquina aos gaios que só o gozavam. O Ventor diz que eles só diziam: «vai para o caraças, paparasi»!

Depois vão esvoaçando à frente ou ao lado, mas são ums esquivas este mafarricos penudos e nem sabem quanto o Ventor gosta deles!

De seguida, aparecem-lhe os esquilos. Duma penada três! E eles fazem com que aquele espaço se torne uma maravilha para o Ventor.

Um dos três posicionou-se sobre uma árvores a gozar com o Ventor quando ele lhe tira uma foto e, de seguida, a máquina, ding-dong! Tudo terminou ali.

Virando-se para as árvores à direita, reparou que outros dois estavam a olhá-lo e a gozá-lo. O Ventor, ao ver-se sem máquina, chateou-se mesmo! Arrancou pelo monte acima em grande pedalada e, ao chegar à estrada, notou que já tinha os bofes de fora.

Chegou ao carro e um auto-tanque dos bombeiros bloqueou-lhe a saída. Depois o carro vermelho encavalitou-se com três pneus no monte e o Ventor lá conseguiu passar. Só que, ao olhar a esquerda e a direita e verificando haver segurança, arrancou e, mal saíu de trás do carro dos bombeiros, teve de utilizar o ABS. Força no arranque e força imediatamente na travagem. Sua excelência, um dos três esquilos o terá seguido pela esquerda ou então seria um quarto esquilo, e prostrou-se no meio da estrada a olhar o carro, tentando fugir, tentando parar, não sabendo o que fazer. Parecia que estava a fazer: «ta-ra-ra-ran, ta-ra-ra-ran, ta-ra-ra-ran», para o Ventor!

Aquele palerminha, nem sabe a trabalheira que deu ao Ventor, para não o transformar num melaço!

Mas o Ventor, chateou-se com a falta de pilhas e correu direito ao Colombo para comprar mais pilhas Unirross, para que os esquilos nunca mais o gozem por falta de bateria. As suplentes falharam mas, daqui em diante, vai passar a andar com duas suplentes!

Gostava de ter visto o ventor ao ver-se sem máquina e os esquilos a gozá-lo! Eh! Eh. Eh" ...


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

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