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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico




Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.


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O Lince Ibérico corre perigo de extinção


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13
Mar07

A Nossa Rapaziada

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

Já viram!

Aquele que dá mais trabalho ao Ventor sou eu, mas o Ventor gosta porque ele diz-me que a minha companhia é para ele um prazer.

Depois vêm estes por idades. É a nossa rapaziada:

Vejam mais fotos aqui no meu Fotoblog

 

 

 

A Joana

A Joana está uma senhora. Estuda, anda na música, no ballet, etç. Às vezes o Ventor e a minha dona vão buscá-la à escola, como hoje e eles aproveitam para matar saudades daqueles velhos tempos que já passaram e continuam a passar por nós.

 

 

 

O Tomás

Já se esqueceram do Tomás? Também está um senhor e já anda na escola desde o início deste ano lectivo e o Ventor vai buscá-lo muias vezes. Mal que sai e penetra no grande corredor é só vê-lo cair. Manda-se em vôo e cai nos azulejos com as pernas a dobrar para amortecer a queda. Diz que anda a aprender a cair. Mas o Venor diz que ele faz de desperdício para limpar o corredor da escola. Está a ficar um hominho e gosta de conversar sobre tudo. Só não se lhe pode dizer que tudo que é encarnado não presta e como o Benfica é encarnado, também não presta. Aí ele passasse!

 

 

 

A Maria

Actual companheira do Ventor nos cafèzinhos! Está a caminho de se tornar uma senhorinha. Gosta de beber o cafèzinho e comer o seu queque com o Ventor a minha dona e a avó. E diz que quer ir para a escola do mano. É uma macaquinha de imitação tentando fazer tudo como irmão. E para que nada lhe escape quer ir buscá-lo à escola.

 

 

 

A Marta

O último rebento da família que faz um aninho em 25 de Março. Já gosta de me sarnar o juízo. Tem duas gatas em casa e acha que eu sou o senhor gato que lhe falta. Vejam lá que até quis brincar, ao carnaval, comigo!

Digam lá que não são umas belezas!

O Ventor fez grande parte da sua caminhada ao lado de 50% dos pais deles e agora vai tentar manter a pedalada ao lado de 100% dos filhos.

 

Só que agora, coxo, ruído pela PDI, isso custa mais. Imaginem que no relvado de Belém quis mostrar ao Tomás como se fazia um toque de bola em que nos seus tempos de puto era especialista e marcava golos ludibriando o adversário. Porém as coisas nem sempre correm como queremos e quando o Ventor ia fazer-se á bola em movimento para a pisar com o pé esquerdo e chutá-la por baixo do pé esquerdo com o pé direito, a bola não gostou da brincadeira e ele estirou todo o músculo traseiro da coxa esquerda. Saíu-lhe cara a brincadeira. Tudo isto porque ele se julga imune à PDI!

Belos tempos, Ventor! Belos tempos!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


08
Mar07

Dia Internacional da Mulher

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

Hoje apetece-me prestar homenagem a todas as mulheres e, para isso, começo com um texto que um dia enjorquei, sobre uma menina:

A Menina da Garrafinha

Recordo-me que, há algum tempo, ia por aqui uma grande confusão na nossa rua.

 

Sempre que eu estava à janela, num dos meus miradouros, via malta, na rua, de cabeça no ar! Mas apercebia-me que era mais quando passavam as camionetas do gás. As camionetas que transportam aquelas botijas da Galp, pesadas, brutas e velhas, péssimas.

Eu, só via, de vez em quando, um braço levantar-se e apontar para a rua e, de repente, a camioneta abranda, as garrafas ás vezes até batiam umas nas outras e ouvia essa rapaziada perguntar aos condutores das camionetas se já levavam bilhas novas. E a resposta era. “não, que raio”!

 

A minha curiosidade era muito grande e, à medida que via os meus amigos correrem apressados a atravessar a rua, os passarinhos saltitando e as gaivotas descerem sobre o passeio a ver se arranjavam qualquer coisa para mitigar a fome, só ouvia falar em plumas.

Depois olhava as plumas das gaivotas, dos pardais, dos pintassilgos, dos pombos e até dos patos (novos vizinhos que tínhamos por cá) que de vez em quando esvoaçam ali à minha frente e penso que motivações poderão ter, para estes gajos, as plumas dessa bicharada minha amiga.

À medida que o tempo passava eu ficava ainda mais curioso e cada vez mais me aprumava a observar todos os movimentos que por aqui há e mais ainda quando os distribuidores do gás andam por aqui.

 

Uma noite, olhei a televisão e vi o Ventor muito curioso a ver uma publicidade, coisa que ele normalmente não faz, pelo menos, com tanta atenção sem deixar passar pitada. Esmerei-me também e vi uma garotona com perna de pernalta a transportar uma bilha alaranjada ou assim e, vejam só: punha os homens todos regalados, de cabeça perdida. Depois percebi!

Afinal, a malta estava toda à espera que viessem as botijas plumas para ver se a menina da Galp as levava às casas! Sim, porque enquanto elas continuarem assim tão pesadas não há "gata" que se aguente com elas!

Vocês não digam nada, mas recordo-me da minha dona mandar vir o gás e o Ventor ir á porta recebê-lo, coisa que nunca fazia!

 

Eu, que sou um cusca, fintei o Ventor que está habituado a ver-me fugir dos gajos do gás, por isso sentia-se à vontade. Olhei-o de soslaio e perguntei-lhe se também estava à espera da “menina pluma”. Ele disse logo: “o que te leva a supor isso”? Eu disse-lhe que ela parecia uma beldade e talvez ele quisesse observá-la bem ao vivo. Sabem a resposta do Ventor?

“És um parvo, pá! Aquilo presta para alguma coisa? Nem sequer ... bla, bla, bla ...Ai se vocês ouvissem”!

Irra que este nunca está stisfeito!

 

Mas o tio da minha dona esteve na reunião da Galp que escolheu a menina pluma e disse ao Ventor, e eu ouvi, que ela é mesmo uma beldade!

Fiquei com o texto preso aqui num buraquinho do computador, só para chatear o Ventor um dia. Hoje ouvi-o dizer à minha dona que é o Dia Internacional das Mulheres e eu lembrei-me de colocar aqui este texto que tinha encostado sobre a Menina da Garrafinha e com ele prestar a minha homenagem à “menina da garrafinha” e a todas as mulheres deste mundo.

Nós também temos a nossa menina da garrafinha! Ela guia a camioneta, e os dois parceiros de trabalho levam as bilhas às casas dos clientes enquanto ela fica esperando a tentar ler os seus livros. Mas mesmo guiar camionetas em cidades incómodas como as nossas, é terrível! Para esta minha amiga, as melhores saudações do mundo!

 

Vocês já viram bem a vida das mulheres destes dois últimos séculos?

Trabalham como os homens, tanto ou mais, cumprindo horários terríveis, fundamentalmente aquelas que têm os filhos para tratar, deixando-os nos infantários, ou creches, ou escolas, ou abandonando-os nas ruas à sua sorte. Vivem sempre em sobressalto permanente, fundamentalmente aquelas que têm de os deixar ao Deus dará como acontecia com o Ventor quando era pequenino. Além desse sobressalto permanente, têm de ir a correr para casa fazer a sopa e quantas vezes sem saber como!

 

As mulheres dos Séc. XX e XXI são, de facto umas heroínas!

Bem hajam mulheres do mundo! Mesmo que alguém invente como tornar mais leve as vossas tarefas, como bilhas plumas, e outras coisas, vocês merecem a solidariedade de todos os homens e não só num dia, mas em todos!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia