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A Arrelia do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

Agora, o Quico, vive noutra Esfera, sem arrelias ... mas, por aqui, todos nós continuamos filhos do Sol e amigos do Quico

A Arrelia do Quico




Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



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Eras o gato mais lindo

Tu eras o mais lindo dos gatos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter. Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração. A tua Dona diz que foste tu que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Ticas continua a querer ser tal como tu eras. Eu penso que foste tu e a deusa Bastet que o colocaram no nosso caminho. Ele já esteve no teu sítio e ficas a saber que esta figura de gato, merece, tal como tu mereceste, tudo o que come. Ele tem a mania que é macaquinho e só quer andar ao meu ombro. É uma beleza o nosso Pilantrinhas.


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O Lince Ibérico corre perigo de extinção


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29
Ago06

No Rescaldo

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

Amigos, o Ventor abandonou-nos a todos e foi directo às suas Montanhas Lindas.

Desta vez sei que andou por lá muito triste. Diz a minha dona que, desde que chegou a Arcos de Valdevez e começou a ver os contrafortes das suas Montanhas Lindas carbonizados, não voltou a ser o mesmo. Ele conseguiu subir o Mezio sempre a olhar as Montanhas, só o canto do olho direito olhava a estrada.

Agora disse-me que foram uns dias de tristeza. Ele já cá está e só vê fotos a passarem-lhe pela frente. Tudo carbonizado!

 

 

A  Floresta de Travanca. À rectaguarda do Ventor estava uma das mais belas florestas deste país, descrente de tudo

 

Mas sabem que o Ventor diz que o Senhor da Esfera colocou-lhe flores no caminho por onde passava, apenas uns dias após o incêndio? Verdade! O Ventor não mente.

 

 

O Senhor da Esfera anima o Ventor, colocando no seu caminhos as suas belezas

 

Disseram-lhe que a grande chuvada que caíu antes dele lá chegar, colocou o rio de Adrão, cujas cachoeiras são sempre branquinhas, todo negro. Até as cachoeiras eram negras. Essas o Ventor não viu negras. Mas, dias depois dessa grande chuvada ter caído sobre as suas Montanhas Lindas, viu ainda três fumarolas dos torgos das urzes cujas raízes ainda ardiam debaixo da terra. Uma fumarola no Mezio, outra nos montes de Bordença, e outra na Brusca.

 

Mas no meio das suas tristezas, o Ventor ainda teve alguns momentos de alegria. Não viu o Monte Gião queimado e viu por lá quando andava a ver as obras de seus tatararararavós, os garranos nas suas folgazias nas sombras das árvores e por entre os fetos. Viu dois grupos em plena guerra aberta no estradão que sai do Mezio para o Monte Gião. Ele pensa que os dois chefes dos grupos ainda o ameaçaram ao ponto do Ventor ter de levantar do chão um tronco do ramo de uma árvore, havia ali vários e eles afastaram-se.

 

 

Os garranos, no estradão do Monte Gião, vão zangados e vão implicar com o Ventor. Teve de pegar num arrocho pois os dois machos cabecilhas dos dois grupos que iam desavindos, uniram-se para ameaçá-lo. O Ventor estava só e já antes, a minha dona, a irmã do Ventor e o Poussi, um leãozinho em miniatura, tiveram de se meter no automóvel, mas antes de lá chegarem pegarem também em paus

 

Nunca confiem demasiado nos garranos e nunca vão para os montes apenas com máquina fotográfica. Levem sempre uma vara! Eles têm medo da vara! Não têm medo de máquins fotográficas.

Depois o Ventor também tropeçou, por acidente nas festas de S. Bartolomeu no Conselho de Ponte da Barca. A minha dona gosta mais da Barca que dos Arcos. Para o Ventor tudo é bonito, pois gosta dos seus rios, do Vez, do Lima e dos seus abastecedores de água, nem se fala! Ele sabe onde nascem as águas portuguesas que abastecem o rio Vez e o rio Lima.

 

 

Uma das nascentes das montanhas Lindas do Ventor - a Corga da Vagem. A nascente é no meio das urzes que resistiram ao incêndio devido ao poulo que as cerca e  dirige-se para Bordença. São as suas águas mais altas. Por detrás, fica a corga das Forcadas e no cimo, a sua fontinha, a nascente mais alta que abastece o rio Ramiscal

 

Ele depois conta-vos tudo!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


17
Ago06

Belezas

Pilantras - o Quico morreu Quico, Ventor e Pilantras

O Ventor não deixa de pensar nos estragos que o fogo fez pelas suas Montanhas Lindas.

Tal como noutros tempos, ele ficou pregado de máquina em punho a olhar este cavalo.O Ventor caminhou até aos cavalos e eles estavam a ser assediados por uma louraça, também de máquina em punho. Ela tirou as fotos, sorriu para o Ventor e foi-se embora para a viatura que a aguardava na estrada. Mas ela tinha receio de qualquer coisa. O Ventor não sabe se ela estava com receio dos cavalos se com receio de que eles fugissem.

 

 

Este cavalo é uma beleza

 

Mas o Ventor não deixa de pensar nele e nos seus amigos. Esta foto foi tirada nas montanhas do lado oposto àquelas que arderam, mas os garranos não ficam muito tempo no mesmo sítio e ele como os seus companheiros tiveram dias para passar para o lado das montanhas que vieram a arder. Agora o Ventor sabe que morreram garranos e vacas nas montanhas incendiadas. Eles fugiam ao incêndio mas houve momentos em que o incêndio os cercou. Contaram ao Ventor que há cadáveres destas belezas nas suas Montanhas Lindas.

 

« Ventor eles deixaram arder as nossas Montanhas Lindas»! "Mais de trezentos homens, 3 ou 4 aviões, 2 helicópteros, viaturas e só os via passear de viatura para baixo e para cima ou de helicóptero. Parecia uma guerra onde não havia comando. Ardeu a floresta do Mesio e de Travanca e seguiram-se todos os montes a caminho de Adrão. Tocou o sino de Soajo e de Adrão a rebate, acabou a festa de Soajo. Os homens juntaram-se na Casa do Povo com sacholas e pás à moda antiga e foram para Adrão para tentarem salvar os gados. Foi uma trsiteza"!

 

O Ventor sabe que não é fácil apagar incêndios, mas dizem-me que foi uma incompetência de bradar aos céus. E o Director do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na euforia das desculpas da sua incompetência, acabou por dizer que era só mato!

E agora o Ventor pergunta: «Se é só mato, se os garranos e todos os outros animais não contam, porque está lá esse Senhor a gastar os fundos que os mamões como ele e muitos mais, passam a vida a dizer que são poucos!

 

Claro que nas montanhas de Adrão eram quase só mato, mas um dos mais belos sítios florestados deste país já tinha ardido. Mezio e Travanca! Já tinham ardido montes muito antes de chegar a essa zona florestal e já tinha ardido gado em Cabana Maior!

Ninguém é capaz de descaroçar isto?

O Ventor é! Em síntese, tudo aparenta que o Parque Nacional da Peneda-Gerês, não tem interesse! Se não tem interesse, porquê gastar dinheiro nele?!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia