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A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

A Arrelia do Quico

Somos todos filhos do Sol e amigos do Ventor

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O Quico continua a observar-nos

Ele eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

 

 

 

 

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de bambu


Estas são as janelas da Grande Caminhada do Ventor


Qui | 10.11.05

Amigo em perigo

Ventor

Se quiserem podem carregar nos Velhos Trilhos para verem a Tasca do Sonho

O Ventor, uma noite destas, mais o avô do Tomás foram à procura de um angolano que, com uma grande piela e sem carta, lhe partiu o carro na rua. A Polícia (sete polícias, ou tudo ou nada), levantou um auto e o Ventor foi lá, à Esquadra de Queluz, pedir o nome e a morada daquele desgraçado que lhe partiu o seu lindo brinquedo - o seu carro velhote!

 Muito simpático o homem de 29 anos. Quanto a isso, nada a dizer! Tem duas filhotinhas pequenas e ele iria ser presente a tribunal ontem e não sabemos ainda como ficou o caso. Mas o pior de tudo é que lá no bairro há uma escola com grandes portões e haviam lá dentro uns três cães e quando iam a passar no carro, viram um cão a correr e que, meio maluco, quis entrar pela grade de um dos portões. Entrou a cabeça e todo o corpo até às ancas e depois nem para trás nem para a frente. Ficou preso!

O desgraçado do cão gritava para o ajudarem e entretanto, um negro que passava caminhava para o portão para o ajudar e o Ventor mais o meu amigo deram a volta ao carro e encostaram junto ao portão quando o negro tentava ajudar o cão, mas estava com receio que ele se voltasse e o mordesse.

O Ventor aproximou-se do cão e começou a falar com ele, com toda a meiguice, como se de uma pessoa se tratasse e o animal foi acalmando ao ponto de olhar o Ventor com olhos de uma grande meiguice. O cão era grande e sendo vadio, metia algum respeito. Fazia lembrar o cão que, segundo o Ventor, lá no Hades, guardava os maus que estavam às ordens do Belzebu.

O negro meteu um pé à grade de ferro de um lado e o Ventor à oposta e o avô do Tomás fazia força com as mãos. O Ventor dizia ao cão para tentar uma perna de cada vez e ao mesmo tempo que fazia força levou lá a mão a ensiná-lo e não é que o bicho percebeu!

Aquele amigo aterrorizado safou-se e foi ter com os amigos que estavam lá dentro. Muito sofrem os animais neste mundo. E agora como é que ele terá saído? Essa pergunta ainda hoje está na cabeça do Ventor!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

Sab | 05.11.05

Belezas em perigo

Ventor

Sabem que os humanos, em grande escala, são muito mais estúpidos que aparentemente se dão a conhecer? Imaginem esta! A avó da nossa Joana telefonou para a visavó da Joana que o mundo já está louco e, se calhar, está! Tudo isto por causa da gripe das aves, um vírus H qualquer coisa que está a transportar sobre o mundo uma pandemia que o vai transformar num pandemónio regado com um licor especial chamado de pandemedo!

Há dias, encontrou numa rua, em Alfragide, uma senhora (será?) com um louro na mão. Um louro mas não do loureiro que o Ventor muito gosta, mas sim um papagaio, aqueles penudos com bico adunco a que chamam louros! Ela notou o papagaio muito triste e perguntou à dita senhora se estava doente, se o levava ao veterinário e a outra respondeu que o ia abandonar porque queria ver se ainda durava mais uns aninhos.

Tudo isto por causa da gripe das aves! O Ventor diz que, nos seus tempos de miúdo, sempre viu morrer bichos a seu lado com gripes diabólicas segundo diziam. Nunca viu morrer vacas, mas viu morrer ovelhas, cabras, porcos, e então, galinhas nem se fala. Chegou a haver razias de 100%! Nessa altura numa aldeia inteira só havia um rádio e quando ouviam as notícias ninguém queria saber delas para nada. Havia uma rotina que tinha de se cumprir. Ver nascer e morrer os animais e a palavra veterinário nem existia no vocabulário lá do sítio!

Hoje as pessoas não fazem nada comparado com aquele tempo e o tempo que lhes sobra é todo para fazer uma vida negativa. O Ventor diz que é preciso muito cuidado mas nada de exageros e é um exagero absurdo desfazer-se do seu louro só porque anda aí a gripe das aves! Olha se dá uma gripe assim nos gatos! É evidente que é preciso cuidado. Os vírus têm tendência para ganhar resistências e quando aparecem virão com mais força e cada vez serão mais temíveis, mas também, tanto medo, só nos tornará mais fracos e a luta, contra eles, terá menor êxito.

Agora imaginem se a todas as pessoas lhes dá para deitarem fora os seus animais de estimação, penudos! O Ventor já tem encontrado, lá por Lisboa (Av. De Roma, Belém) bichinhos de gaiola no meio de pardais, a fazerem pela vida, como piriquitos e ali por Queluz também já viu três que resistiram durante os meses de verão mas agora não sabe se ainda andam por lá! Também já viu em Queluz uma caturra solta no jardim. Não sei se são animais que bateram asas em liberdade se foram abandonados pelos donos para irem para férias encantados como fazem com os cães e os gatos. As pessoas que abandonam os animais para esse encanto das férias, deveriam passá-las com “solturas” (Ventor, é assim que se diz?) de meia em meia hora, no mínimo!

Vejam se os meus amigos abandonassem estas beldades, autênticas belezas criadas pelo Senhor da Esfera para as bestas de alguns ditos humanos tratarem tão mal!

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Três caturras numa gaiola Estas belezas são uma bela companhia para todos que os sabem apreciar. Quase falam connosco!

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Uma beleza em tom amarelo

Nov,01 005.jpg Uma beleza amarela

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Uma beleza cinzenta

Foram belíssimas companheiras do Ventor numa tarde em que fez a digestão de uma bela feijoada sempre a brincar com elas. Uma tarde na companhia de verdadeiros amigos peludos e também penudos.


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia

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