Hoje o Ventor falou-me sobre livros.

Sobre os vários livros que transformaram e continuam a transformar o Mundo.

 

O livro é, genericamente, um dos nossos grandes amigos!

E se forem muitos livros, então serão muitos amigos. Muitos, muitos amigos!

 

 

Vocês já imaginaram um gato a tratar dos livros?

 

O Ventor já andou há séculos, há milénios, pelas melhores bibliotecas que existiram pelo mundo. As bibliotecas das lápides, das tijoleiras, dos papiros e sempre soube ter todas essas maneiras de fazer comunicação com aqueles que trazem o futuro com eles.

 

Houve, pelos tempos fora, quem não visse com bons olhos as histórias que serviram de ponte com o  passado. Às vezes muitas tabuinhas de pedra e muitas tijoleiras serviram para passar o testemunho dos nossos antepassados e serviram, também, para partir cabeças, quando os que serviam de ponte se chateavam.

 

Haviam os que discutiam as verdades das tabuinhas e outros modos de comunicar com o futuro e haviam aqueles que se chateavam com esses. Por isso, ainda hoje há aqueles que tentam fazer a ligação das pontas ou, se preferirem, dos pedacinhos que vão aparecendo suterrados por aí .

Hoje o homem sente uma certa avidez por novos conhecimentos e, por isso, alguns homens tratam esses bocadinhos como se fossem pepitas de ouro.

 

 

Quando o Ventor diz: "que está a fazer Quico"? Eu digo logo: estou a limpar!

 

Houve também os que, por inveja, ou por despeito, se chateavam com os conhecimentos dos outros e, então, pegavam fogo às Bibliotecas.

Foi o que aconteceu com a grande Biblioteca de Alexandria e, através dos milénios, com muitas outras.

 

O Ventor diz que a primeira desfeita que lhe fizeram até hoje, foi quando era muito pequenino, lhe tiraram um livro das mãos e atiraram com ele contra uma porta. Diz o Ventor que teria preferido que o atirassem a ele!

 

Mas pronto, isso são outras histórias! Hoje só interessam os livros! E, também, como hoje é o Dia Mundial do Livro, o Ventor pediu-me para ser eu a prestar aqui, nos nossos blogs, uma homenagem a essas coisas lindas da Humanidade.

 

 Mas, o que pode dizer um gato sobre livros? Nada, pensarão vocês. Enganam-se! Porque julgam que eu sou o gato do Ventor?

 

 

Com o Ventor, tenho de tratar bem os nossos amigos livrinhos! Façam o mesmo

 

Os livros pegam nos homens pela mão e com toda a meiguice deste mundo, os levam a passear, sobre os rios, sobre as montanhas, sobre as planícies, sobre os oceanos, por entre as estrelas, pelos pólos, etç.

Fazem com que todos nós, os que não são analfabetos e até muitos daqueles que são analfabetos (porque ouvem as nossas histórias e passam a outros), vamos passear pelo passado, contam-nos lindas histórias de amor e, também nos falam das desgraças e virtudes da Humanidade. E, até, nos permitem sonhar com o futuro!

 

Não esqueçam esses amigos! Deiam-lhe as mãos e caminhem com eles na preparação do conhecimento que nos levará até ao objectivo final - o Ponto Ómega!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 22:39