Castanhas para todos na Caminhada do ventor

Este louva-a-deus, o mesmo que rezou, ao Senhor da Esfera, pela minha dona, foi apanhado pelo ventor a comer formigas.

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Louva-a-deus a comer formigas

 

Por baixo dos arbustinhos onde ele se encontrava estava uma bela colónia de formigas grandes, umas com asas e outras sem asas. Tinha chuvido e elas saíram às primeiras chuvas de Outono. As formigas com asas mais pareciam cobertas com mantos como aqueles grandes robes que o Rei Sol, da França, Luis XIV, usava noutros tempos.

As formigas subiam às alturas lá do sítio para observarem de cima que rumo tomar, preparando-se para dar o seu grande salto ou, se preferirem, voo. Mas o Ventor achava-lhe piada porque quando ele aparecia e centenas ou talvez milhares delas estavam cá fora, logo tocavam umas trombetas e elas, as de asa, eram sempre as primeiras a regressar aos buracos. O Ventor partia e, no regresso, lá estavam elas e lá vinham as trombetas e o cavanço geral.

 

O louva-a-deus convidou o Ventor para o lanche e durante três bocados de manhã de três dias consecutivos, lá estava o comilão a devorar formigas. Depois virou-se para o Ventor e disse-lhe: "deixa lá Ventor, porque hoje sou eu a comê-las a elas e dentro de dias, serão elas a comerem-me a mim! Dentro de dias eu vou colocar os meus ovos numa pedra, calafetá-los com um produto especial que produzirei para os proteger do frio e das geadas do Inverno, permitindo-lhe que respirem e logo aos primeiros frios morrerei. Depois estas trupes avançarão sobre o meu cadáver que será esquartejado e transportado para estes buracos em poucos segundos. Quem sabe se numa das tuas caminhadas não te farão o mesmo, Ventor"?

Bolas!

Bom, vejam então as lindas amigas do Ventor!

 

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Esta convidou esta espécie de escaravelho para a festa

 

 

 

 

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 Estas andam nos arrabaldes do louva-a-deus

 

 

Estas estiveram a treinar combate meia-hora e ainda lá ficaram!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 23:16