O Ventor, os gaios, os esquilos e a máquina!

 

Neste dia de verão, o 2º se os gatos sabem fazer contas, o Ventor foi deixar a família ao Colombo e, depois, achou que era boa ideia, enquanto elas regalavam os olhos nas coisas bonitas do Séc. XXI e, muitas delas desnecessárias, ele ir cumprimentar os seus amigos no Parque Florestal de Monsanto.

 

Arrumou o carro junto do Clube de tiro de Monsanto e embrenhou-se na floresta do Séc. passado. Sobreiros enfesados mas velhinhos, pinheiros, eucaliptos e freixos gigantes e muitos arbustos.

 

O grasnar dos gaios, o arrolhar da rola, o chilrear dos passarinhos, as escapadelas dos esquilos, tudo isto faz o caminhar perfeito do Ventor.

Caminhando ao sol e à sombra do grande arvoredo, apontou a máquina aos gaios que só o gozavam. O Ventor diz que eles só diziam: «vai para o caraças, paparasi»!

 

 

Depois vão esvoaçando à frente ou ao lado, mas são ums esquivas este mafarricos penudos e nem sabem quanto o Ventor gosta deles!

 

De seguida, aparecem-lhe os esquilos. Duma penada três! E eles fazem com que aquele espaço se torne uma maravilha para o Ventor.

Um dos três posicionou-se sobre uma árvores a gozar com o Ventor quando ele lhe tira uma foto e, de seguida, a máquina, ding-dong! Tudo terminou ali.

Virando-se para as árvores à direita, reparou que outros dois estavam a olhá-lo e a gozá-lo. O Ventor, ao ver-se sem máquina, chateou-se mesmo! Arrancou pelo monte acima em grande pedalada e, ao chegar à estrada, notou que já tinha os bofes de fora.

 

Chegou ao carro e um auto-tanque dos bombeiros bloqueou-lhe a saída. Depois o carro vermelho encavalitou-se com três pneus no monte e o Ventor lá conseguiu passar. Só que, ao olhar a esquerda e a direita e verificando haver segurança, arrancou e, mal saíu de trás do carro dos bombeiros, teve de utilizar o ABS. Força no arranque e força imediatamente na travagem. Sua excelência, um dos três esquilos o terá seguido pela esquerda ou então seria um quarto esquilo, e prostrou-se no meio da estrada a olhar o carro, tentando fugir, tentando parar, não sabendo o que fazer. Parecia que estava a fazer: «ta-ra-ra-ran, ta-ra-ra-ran, ta-ra-ra-ran», para o Ventor!

Aquele palerminha, nem sabe a trabalheira que deu ao Ventor, para não o transformar num melaço!

Mas o Ventor, chateou-se com a falta de pilhas e correu direito ao Colombo para comprar mais pilhas Unirross, para que os esquilos nunca mais o gozem por falta de bateria. As suplentes falharam mas, daqui em diante, vai passar a andar com duas suplentes!

 

Gostava de ter visto o ventor ao ver-se sem máquina e os esquilos a gozá-lo! Eh! Eh. Eh" ...



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 15:09