Diz o Ventor que o mundo continua vivo. Com muitas arrelias, mas vivo.

Há dias viu os seus falcões, um casalinho a ensinar-lhe como se fazia. Eles pensam que o Ventor está velho, mas enganam-se. Velhos são os trapos! Depois partiram e nem adeus disseram ao Ventor, tão entusiasmados andavam os dois.

Mas diz o Ventor que também não teve importância, pois ficou a conversar com a neta da sua Ninfa dos Bosques. Lembram-se da Ninfa dos Bosques? Foi em 2004. Se não se lembrarem e quiserem recordar, vão aqui ao meu Site e vejam: A Minha Vanessa.

Esta, em baixo, é uma das netas da Vanessa Atalanta. São umas belezas de borboletas. Ela contou ao Ventor, tudo o que a sua mãe também lhe contou o ano passado, e que a sua avó já tinha contado à sua mãe. Disse-lhe que o mundo poderia ser mais belo se os humanos e os outros animais se dessem bem.

 

 

Uma neta da Vanessa Atalanta

 

Depois encontrou mais esta beldade e o Ventor diz que lhe chamou a Princesa Encantada. Sabem porquê? O Ventor caminhava no meio de ervas altas e, entre elas haviam urtigas. O Ventor ia com muito cuidado para não se picar nas urtigas e para ver se do meio das ervas saía alguma cobra, mas do meio das ervas saiu-lhe este encanto que voava direita ao Ventor e ficou frente a frente com ela. Ficaram os dois tão encantados que o Ventor disse-lhe: «Princesa, pousa nas ervas para eu te tirar uma foto, pois tu és linda»! E ela disse-lhe:"ai sou, ai sou! Então deixo-te tirar as fotos que quiseres. Sei que o Ventor não faz mal a uma pobre borboleta acabada de sair do seu casulo. Vou posar para ti"!

E então não é que posou! O Ventor diz que ficou tão parvo que lhe tirou umas quarenta fotos em vários sítios!

 

 

A Princesa Encantada – mais um dos encantos do Ventor

 

Ele diz que espera voltar a encontrá-la, sinal que terão os dois alguma sorte na vida para continuarem as suas caminhadas.

Hoje, o Ventor foi à lagoa Azul ver os patos que viu nascer e crescer, aguentando as estucadas das carpas e dos cágados, quando eram muito pequeninos e ouvia a sua mãe gritar: «meninos, para estibordo, já»! A mãe junto deles a rebocá-los para a margem baixa e atrás deles uma frota submarina de grandes carpas prontas para dar a estucada final naquelas patinhas palmípedes a mexerem-se contra o céu azul. Hoje aqueles amigos, tinham mais um hóspede. Um pato mudo. Depois o Ventor seguiu ao encontro das carrascas floridas.

 

 

Flor da carrasca.

 

Estas florzinhas rosas continuam a ser um dos encantos do Ventor neste mundo cheio de arrelias

No regresso, a minha dona quis passar pelo Jardim Primavera para trocar umas coisas que tinha levado um dia destes, e foi comprar outras e, entretanto, o ventor tirou fotos a estas lindas flores de macieiera: «malus perpetu Everest».

 

 

Flores da macieira

 

O Ventor diz que das coisas que mais saudades tem é de ver as suas árvores de fruta floridas como as macieiras, os pessegueiros, as pereiras, as ameixieiras, etç.

Por isso, de vez em quando, quase desgasta a máquina a fotografar estas coisas lindas. O sistema é sempre o mesmo, mas as flores são sempre outras e por isso, todas elas são pontos de vida, semehantes, mas diferentes.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 14:55