A bomba foi lançada mas parecia que não ia resultar.

Isto é: a bomba que a minha dona lançou contra os seus inimigos, esteve quase a não fazer efeito. Teria sido uma precipitação do sistema, ou dos sistemas! A ordem era para travar a segunda bomba!

Outra frente de batalha iria ter prioridade sobre a bomba. A minha dona iria voltar a ser operada à coluna. O neurocirurgião telefonou-lhe que não tinha outra hipótese e até chegou a marcar o dia, mas a vida é má para muitos e um puto apareceu com um tumor no cérebro e isso, claro, requeria prioridade. Por isso foram metidos travões nessa frente e a minha dona resolveu continuar a lançar as bombas contra o inimigo que muito a faz sofrer e lhe deu cabo da coluna. Agora vai ser ela quem decide. Não haverá travões no lançamento das bombas. Duranre algum tempo, todos os outros campos de batalha tentarão reorganizar-se.

 

Isto é, de facto, muito complicado!

 

Há vários anos atrás, se a informação estava correcta, ou melhor, era correcta, um avião americano deixou cair, então, em território espanhol, duas bombas atómicas, bem, mas bem superiores às de Hiroshima e Nagasaki! Mas, por obra do acaso, por felicidade de todos ou, por decisão do Senhor da Esfera, elas não explodiram. A informação era que os grandes  sistemas de segurança, creio que seis, não falharam!

Pelo menos foi isso que foi lido nos jornais, foi o que passou para o público, disse-me o Ventor.

 

Não sei se sabem, mas o Ventor contou-me nas suas histórias, que muitas bombas, aquelas que não são atómicas, não rebentam! São lançadas das alturas e deitam as mãos à cabeça a gritarem que não querem rebentar. Caem e não explodem!

Há também aquelas, pelo menos houve que, quando o avião iniciava a rodagem na pista, se recusavam a prosseguir viagem, ficando no chão tal e qual como estavam debaixo das asas do avião (nos porta-bombas).

Também aparecia, de vez em quando, uma ou outra bomba "estérica" que iniciava a corrida com o avião pista fora e, de repente, desistia lançando-se no alcatrão sem medo de partir a cabeça e o avião levantava voo a correr por cima e ela a correr por baixo, pista fora, como que a ver quem chegava primeiro ao fim da pista!

 

Mas, no caso que me interessa, a minha dona preparou tudo e lançou a bomba! Mas vozes mais altas que a "bomba" se levantaram.

Pára tudo! Não lances mais ... esquece por uns tempos!

 

 

É assim que eu e o Ventor vemos a minha dona

 

Questões de diplomacia, sabem? A diplomacia faz guerras, trava guerras e também as acelera. Prepara os cessar-fogos e sabe-se lá que mais se passa naquelas cabeças feitas! A minha dona foi submetida a fortes pressões "diplomáticas" por altas personagens de vários corpos diplomáticos para fazer uma travagem no prosseguimento das hostilidades. Isto é, teria de desistir, para já, de lançar aquele tipo de bombas!

 

Numa guerra são necessárias várias estratégias e várias tácticas, conforme as frentes nos campos de batalha.

Estrategicamente, a minha dona tem um terrível combate global em todos os terrenos. Tacticamente, a minha dona é obrigada a fazer uma guerra mais contida. Por trás, está o Ventor a supervisionar tudo!

É uma luta desgastante e terrível e o Ventor não gosta nada de perder! Cada batalha desencadeada é supervisionada pelo Ventor e, se ele não gosta nada de perder, não está muito certo de vir a ganhar esta!

 

Mas ele diz-me: " o combate é terrível, Quico, e vamos ter de ganhar"!

Será que a minha dona vai ter forças suficientes para levar esta batalha até ao fim e sair vencedora? Eu nem sei se ela quer sair mesmo vencedora mas, pelo menos, não ter uma vida tão atribulada!

Há alterações tácticas nesta guerra. O próximo capítulo ditará o futuro! Entretanto, fico á espera!

 

Mas, no passado dia 13 de Maio, mesmo sem o Ventor e a minha dona saberem, eu pedi muito a nossa Senhora de Fátima por ela. Ouvi uma história contada pelo Ventor que, quando o exército de D. Nuno Álvares Pereira passou nos campos da Cova da Iria para combater os castelhanos, em Aljubarrota, todos os cavalos se ajoelharam!

Isto quer dizer que, já muitos séculos atrás, nossa senhora andava por ali.

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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música: Pretty Belinda - Chris Andrews
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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 09:27