Uma coruja no Lugar do Sol mas, uma coruja invasora!

Se calhar não queria invadir mas, mesmo que involuntariamente, invadiu!

Todos cometemos erros e as corujas não são excepção.

 

 

Quando os donos da casa programavam a sua defesa contra o intruso, estava sua excelência instalada na carpete a observar o local e a perguntar-se a si própria: "e agora"!

 

Será que a coruja andava a estudar o local para fazer o ninho ou será que quis conversar com os amigos do Ventor e caíu?

Seja como for, ela meteu o "nariz" na chaminé do Lugar do Sol e, por curiosidade ou por acidente, alarmou todos os que, durante a noite, dormiam, quando se viu numa alhada a descer, na vertical, os metros da chaminé, espadeirando tudo à asada. O barulho foi tanto que o Gil só parou debaixo das mantas dos donos e os cães julgaram que o melhor seria declarar guerra ao intruso.

Eu faço ideia a vizinhança com o latido dos amigos do Ventor, o Gaspar, a Maria, os dois rapazolas e o Stick. Deve ter sido cá um chinfrim!

 

Imaginem, aquela bruta coruja, com envergadura de cerca de um metro de asas, 40 cm de comprimento, mais de meio quilo de peso, ... tudo junto, a vassourar a chaminé, deve ter sido realmente um fenómeno!

Quem podia adivinhar tratar-se de uma coruja?

 

Boa razão havia, de facto, devido à barulheira, para chamar a segurança. Afinal não valia mesmo a pena, tratava-se, apenas, de uma coruja, mas uma coruja de respeito!

 

 

Peço-vos imensa desculpa pela perturbação e pelo susto que vos preguei mas, acreditem, o meu terá sido bem maior que o vosso. Não se esqueçam que caí num buraco negro

 

Que terá indrominado a coruja quando se viu confrontada com a presença dos donos da casa.

Ela terá dito: "tenham calma, foi apenas um acidente. Eu só queria saber como o calorzinho chegava lá em cima, mas o susto foi tão grande que, se me permitirem sair desta alhada, não mais voltarei a meter-me noutra". A lareira tinha estado acesa e, provavelmente, ainda estaria quente na recepção à coruja.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:28