Vejam a aventura do Ventor com a nossa nova vizinha.

 

Hoje o Ventor foi à Repartição de Finanças comprar selos pata as viaturas e resolveu fazer novo teste. Ir a pé e sem bengala! Ele foi tratar do assunto e eu fui para o meu miradouro. De repente, ao preparar-me para o ver passar por baixo, vi o Ventor no meio do jardim a falar só e a tirar a máquina fotográfica velha. De repente começou a disparar sobre a relva! Aproximava-se de algo, parava e disparava, aproximava-se, parava e disparava e assim por diante. Ele não gosta de pisar a relva, mas desta vez, não quis saber da relva para nada!

 

Ele falava para a relva e ao chegar junto ao riacho, bateu palmas para espantar algo para longe dali. Ali, era a divisória da relva para a ribeira e o maior "matagal" da margem e lá seguiu perna em baixo, perna em cima, ao seu destino.

 

Ao chegar, vinha cansado de esperar nas Finanças. Não encontrou ninguém à sua frente, mas encontrou o sistema de cangalhas. Ficou encravado e diz que lhe dá vontade de rir a facilidade com que um nabo qualquer aparece na TV a dizer que a informática vai ser a mãe salvadora das desgraças burocráticas desta terra lusa.

Mas vamos falar da nossa nova vizinha! O Ventor perguntou à vizinha se já tinha mudado de camisa e ela, um pouco enfastiada, perguntou-lhe o que tinha ele a ver com isso.

 

 

A menina cobra, no meio da calçada, olhou o Ventor e não sabia que fazer à vida. Pediu licença ao Ventor e entrou na relva!

 

"Fizemos um trato, Ventor! Prometeste que não me fazias mal, mas porque raio te importas tanto em saber se já mudei de camisa"?

«Nada de especial», disse o Ventor. «Apenas tenho saudades de ter uma camisa vossa! Quando mudares de camisa, avisas-me»?

"Se isso te deixa feliz, posso te prometer que tentarei"!

 

 

Uma vez na relva, prosseguiu viagem, mas sempre orientada pelo Ventor

 

«OK! Adeus menina cobra»!

"Adeus, Sr. Ventor"!

A cobra voltou-se para trás e disse: "Sr. Ventor, se eu sobreviver a este inferno, pode ser que nos vejamos por aqui".

«Espero que sim», disse o Ventor.

 

 

Lá vai ela dirigida para onde o Ventor quer que ela vá!

 

Agora, com esta vizinha nova, o Ventor ficou todo contente, mas não acredita muito que ela, por ali, tenha uma vida longa. Não por não ter comer! Há ratinhos pequeninos, rãs e sei lá que mais. Diz o ventor que é uma cobrinha que não faz mal a ninguém. Não é venenosa, é pacífica, ... mas, na verdade, quando o Ventor vê uma cobra, mesmo sabendo que ela é pacífica, parece-lhe que acaba de entrar noutro planeta, onde o seu corpo, fica automaticamente em alerta máximo! Como será com os outros?

 

 

Agora vai entrar no mato da margem da ribeira. Na ribeira ela tem rãs. Vão ter de lutar pela vida. Foi assim que o Senhor da Esfera quis. Mal, mas quis e ele pode!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 22:36