New Jersey, é um cantinho, numa esquina do mundo.

 

New Jersey, é um lugar, grande, muito grande, um espaço muito especial! É tão especial, que faz parte da vida do Ventor, mesmo em sonhos.

 

Desde os quatro anos que o Ventor sonha com New Jersey. Desde há alguns anos que o Ventor sonha aparecer por New Jersey. O Ventor teve, pelo menos, duas oportunidades de aparecer por New Jersy. Uma vez que a Polícia de Emigração Americana quase o convenceu a aparecer pelo Connecticut e depois, com uma carta de chamada feita pela sua irmã, para aparecer, caído dos céus, por terras de New Jersey. (22 anos depois, os americanos perguntaram-lhe se ainda estava interessado)!

 

Mas não! O Ventor sempre os viu partir e chegar. Partiam sempre muito tristes e chegavam sempre cheios de saudades e de alegrias sonhadas. Era o mundo que fez sempre parte do Ventor. Outrora com mais afinco, actualmente, mais esporádicamente. Hoje o Ventor sentiu à sua volta, no Aeroporto, caras que nunca mais verá.

 

Mas o Ventor, por razões que não nos explica, deu com os pés nesse mundo. O mundo que o manteve sempre dividido!

 

Hoje, o Ventor tem a certeza que os seus sonhos de criança nunca se concretizarão. O sonho das grandes malas americanas, enfeitadas com metais quase preciosos, para o Ventor, não passou disso, mas ver a sua gente partir e chegar, foi sempre uma realidade! Tão real, tão real, que ainda hoje se concretiza.

 

Hoje o Ventor levantou-se muito cedo, com uma grande constipação e, com ela, quase não deixou dormir a Amadora, não deixou dormir Oeiras e não deixou dormir ninguém no Aeroporto. A minha dona não conseguiu, mas o Ventor consegue sempre. Para isso, ele só precisa de música! A sua música é meio caminho para culmatar tudo e até para arredar as gripes e constipações, mesmo que momentâneamente. E ele hoje tinha mesmo que ir ao Aeroporto despedir-se de uma bela amiga: a Carolina.

 

 

Carolina, uma das nossas belezas!

 

Rodando, pela madrugada, no sentido oposto ao do Aeroporto, rumo a Oeiras, o Ventor pensava no futuro da Carolina enquanto ouvia o BOSS a cantar uma canção que se chama, me parece, New Jersey, Girl. E, ouvindo essa canção pela voz do BOSS, o Ventor pensava como seria se o BOSS conhecesse a Carolina,

 

Quando o BOSS, em 2001, se sentou, junto ao rio, a ver as Torres Gémeas serem destruídas por fascínuras e, sabendo que não podia fazer nada, se sentou a escrever o Rise Up ... América, Rise Up, isso é prova de que as pessoas, nas horas boas como nas horas difíceis têm de fazer algo! Se ele hoje estivesse no Aeroporto de Newark a assitir à chegada da Carolina, talvez voltasse a escrever uma nova música para uma nova menina de New Jersey ou, então, escreveria uma nova música para New Jersey. «New Jersey, Rise Up, Rise Up! Carolina is coming»!

 

É verdade amigos! O Ventor pensa no futuro da mãe da Carolina, do pai da Carolina e, mais ainda, no futuro da Carolina. Qual será o impacto desse mundo tão diferente no futuro da Carolina? Será igual ao que poderia ser na vida de um gato? Que seria de mim se o Ventor me levasse para New Jersey? Seria um impacto igual a este som harmónico que neste momento o Neil Diamond, por pura coincidência, canta para mim aquela bela canção: Sweet Caroline?

 

Não sei como seria, mas só de pensar nisso, apetece-me miar muito alto! Apetece-me pensar nas New Jersey, Girls, nas Sweet Carolines e em todas as coisas boas que o mundo nos pode dar. Mas segundo o Ventor me contou, a Carolina e os pais irão fazer uma escala, em Newark, New Jersey e nem vai dar para arrumar as malas pois prosseguirão viagem até Monte Real, no Canadá, onde irão passar o Natal, com a avó da Carolina. 

Depois sim, depois a carolina começará a integrar-se no seu novo mundo, um mundo que não escolheu! Será que esse vai ser realmente o seu mundo?

 

O futuro nos dirá, Sweet Caroline.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


sinto-me: Triste
música: Sweet caroline
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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 23:18