Campo Pequeno - o monumento que não é

 

O Ventor diz-me que este monumento poderia ser um belíssimo monumento se fosse remetido ao lugar que lhe cabe na história. Se passasse a ser olhado como um ponto negro de uma história tão desagradável como aquela que ainda o faz ser um antro de tortura de animais nobres como o touro e o cavalo.

Se não fosse olhado como espaço permanentemente tortuoso de animais a que tanto devemos, se não houvesse por aí muita gente com caca de galinha na cabeça a armarem-se em capitães da tortura, o Campo Pequeno poderia, muito bem, vir a ser um monumento.

 

Mal do país que tem professores universitários a fazer a apologia do touro bravo para servir de entretenimento a uma boa cambada de mentecaptos. É "grave", muito grave que apareçam uma espécie de professores que apenas ensinam a nossa juventude a ver o que lhes convém. Há um tipo que faz a apologia do touro bravo, que se diz professor universitário mas que não se diz "ganadeiro".

Não sei se foi, se é ou não é ganadeiro, mas sei que tem o nome igual àqueles que têm a gana de vender o touro para melhor rechear os seus cofres e isso apenas o conseguirá fazendo a apologia da "dignidade" das touradas. Seja como for, o que eles têm é todos a gana mas é do dinheiro e depois falam em nome da arte!

 

Disse-me o Ventor que, há alguns anos atrás, uma empresa chamada Fenalu, falava de um projecto imobiliário para aquele mamarracho, chamado Campo Pequeno e ainda houve gente que pensou que ia sair dali um Centro Comercial em volta de um recinto desportivo. Mas não!

Neste país ainda há muita gente com sede de sangue, mas não passam de uma fraca espécie humana acobardada que em vez de lhe chamarem antro de tortura, têm o descaramento de se dizerem grandes artistas, como se houvesse uma réstia de arte na tortura de animais!

 

 

Chamam a esta e outras situações, arte! Para mim, todas estas acções, não passam de um ataque de paranoia realizada por torturadores de animais, armados em pretensos artistas

 

Depois, outros em nome de negócios sujos e de se dizerem adoradores da Virgem e também de todos os santos, como a Rádio Renascença, a RTP1, TVI e outros, fazem a apologia da tourada em nome de tradições demoníacas que nada têm a ver com a caminhada que se pretendia fosse racionalizada, neste mundo do Séc. XXI e menos ainda com os desígnios da Virgem e dos Santos.

 

Se o Ventor me deixasse, nem imaginam os nomes que eu tenho guardados no meu sótão para, em nome dos touros e dos cavalos, chamar a essa gajada toda.

Mas, já que não lhes posso chamar nomes feios porque sou um gato bem educado, posso, pelo menos, em nome do bom senso, chamar-lhe mentecaptos, porque isso não é um nome feio, mas um nome que assenta como uma luva a todos aqueles que fazem a apologia da tourada.

Acho assim que posso chamar mentecaptos a toda essa gente como a tal "dinastia" de torturadores, à espécie "grave" de professores como esse grave que ensina nas nossas Universidades e também posso chamar anedotas a todos aqueles que, em nome de negócios tão anedóticos como eles, se escudam com esses antros de torturas em nome de tradições descavidas.

 

 

 

Pegar touros mais mortos que vivos, espezinhados, ensanguentados, após todas as forças lhe terem sido roubadas em vários actos tortuosos, para muitos é um acto de valentia, para mim e para muitos mais, é apenas a sublimação da cobardia

 

O Ventor já irradiou a Rádio Renascença dos seus hábitos tradicionais, vai irradiar o Canal I, o Canal II e todos os outros que façam ou venham a fazer a apologia das touradas. E disse-me também que, não irradia o Provedor do Cliente porque isso não é da sua competência senão já o tinha feito.

 

PS: Agora tenho um Fotoblog, o Fotoblog do Quico. Espero roubar fotos ao Ventor para lá colocar. Também espero que ele arranje fotos bonitas. O pior é se ele vê! Não lhe digam nada, não?



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 15:15