Amigos do Quico eram também os caracóis!

 

 

O Caracol estava mesmo em fuga, em pleno passeio, com risco de ser esmagado

 

Um dia, passamos por Colares e compramos um molho de grelos chegados da horta, e naquela pequena mas célebre feira de produtos agrícolas, alguns ali da terra, outros vindos sabe-se lá donde, mas quase todos dali, quando produtos da época.

Quando não são dali, são quase sempre produtos do nosso vizinho do lado - dos espanhóis! E dali, diz o célebre provérbio popular, nem bom vento nem bom casamento.

 

 

Olhem como ele corre!

 

O que há por lá, com fartura, além de produtos agrícolas, frutas e não só, são alguns "Aliertas" que nunca cá deviam ter posto os pés. Também de um casamento de fufas como a PT e a Telefónica, não haveria filho adoptivo que se safa-se! Foi assim em Marrocos, é assim no Brasil e será assim em todo o lado.

Mas, pelo menos, o molho de grelos que nesse dia trouxemos de Colares, não era espanhol, era produto da terra. E não tenho dúvidas nenhumas porque, com o molho de grelos vinha um caracol e o Quico que não deixava passar nada, foi logo meter-se com o caracol.

Um cumprimento com a sua luva fofinha e a célebre pergunta: "olha lá, oh caracol, de onde vens? Porque te deixaste embrulhar com os grelos"?

 

 

Este é irmão dele e também em fuga!

 

«Sei lá», disse o caracol. «Fui apanhado numa cilada. Felizmente não me toparam porque, se me topassem, eu iria parar a uma panela».

"Aqui estás com sorte porque o Ventor não manda coser os amigos"

 

E não! Peguei no caracol e fui coloca-lo na zona mais protegida do jardim, junto à ribeira. E depois de uma conversa entre amigos, o caracol disse: «vou ficar a dieta mas pode ser que me safe. Grelinhos é que nunca mais»!

 

Mas eu, para ele se adaptar à dieta, levei-o numa folha de grelos!

Ontem encontrei um caracol numa grande corrida! E num local, onde a possibilidade de ser esmagado era muito elevada.

«Sai da frente Ventor»!

"Porquê? Porque foges"? perguntei-lhe eu.

«Anda aí um gajo com um saco de plástico».

"Esse gajo já vai longe. A ti já não te apanha".

«Isso é o que tu dizes! Ele vai voltar a passar aqui. Eu já o topo"!

 

 

Este melro também não estava satisfeito com o trabahador do jardim que abriu a rega. Ainda me gritou: "foje Ventor"!

 

Peguei nele e coloquei-o num sítio onde, julgo eu, só eu e o Marduk se lembrariam de procurar um caracol!

 

Passei, assim, a manhã no meio de amigos. Caracóis, lavandiscas, pintassilgos, melros, libelinhas, um gaio passou para me cumprimentar, e muita outra bicharada.

 

À noite, acompanhei outros amigos numa grande jantarada, nos anos da Rita, que fazia 28 lindos aninhos e que me prometeu que, quando fizesse anos com os números de ontem invertidos, me voltaria a convidar para a sua festa de anos. E eu lá estarei! Mas, entretanto, o pai da Rita que andara a limpar o jardim, fez umas podas e deu com dois ninhos de melros. Um eu deixo aqui esta foto tirada quase às escuras e por cálculos, senão, teria de ir buscar um banco e não queria que o melro espreitasse estes curiosos lá de longe. Não saiu nada mal! Ah, nunca tirem fotos com flash a ovos ou pássaros bebés.

 

 
Este ninho foi-me mostrado ao jantar e, parece-me que, com receio de tanta gente, o melro teve de dormir fora de casa. A não ser que eu não o conseguisse ver, porque só subindo um banco ou levantar os braços e disparar a máquina, mas não o quis perturbar e, agora só com o andar do tempo saberei o que valeu a perturbação da festa para os primos do Tobias


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 23:48