No sábdo fiquei danado porque a minha "avó" foi, com o Ventor e a minha dona, para a festa de S. Martinho, mesmo coxa!

 

Caminhar com o S. Martinho pelo Ribatejo

 

 

A Minha dona teve sorte. As castanhas foram caras mas eram óptimas

 

Mas ontem, o Ventor disse-me que a festa de S. Martinho ia ser só para nós. E foi! Com uma visita ou outra para trincar uma castanha ou para beber um copo de água-pé mas, na verdade, é que segundo me disse o Ventor, a festa no sábado foi de arromba, pois fazer pouco mais de 200 kms para comer meia dúzia de castanhas e beber um copo de água-pé, com os amigos, só bicho homem é capaz de fazer. Bicho gato não se mete nisso.

 

Quando cheiro o copo do Ventor, a única coisa que me vem à lembrança é perguntar-lhe: "olha lá, porque bebes esta coisa"?

A resposta do Ventor é sempre a mesma: «para variar»!

 

 

Num verão de S. Martinho tão quente, tudo serve para matar a sede

 

Acarretar castanhas para tão longe, a 4,86 € o Kg, é obra! E ainda o Ventor pede ao Senhor da Esfera, «Castanhas para Todos»!

 

Sabem que o Ventor viu castanhas a 0,75 € o kg? Pois foi. No "Pão de Ló"! Ora bem, ele chegou a casa, sem castanhas, e disse à minha dona que nem de borla as queria. Já agora, fiquem a saber também, que um amigo do Ventor comprou, numa esquina, uma dúzia de castanhas assadas e só aproveitou 3. Três, vejam lá! Deu uma fortuna por três castanhas! Ainda bem que eu não como castanhas.

 

Mas à parte as castanhas que a minha dona comprou na Praça da Amadora a 4,86 € e que saíram muito boas, e a falta do nosso amigo Afonso, o Ventor disse-me que teve um dia em cheio. Só teve azar numa coisa! Procurou, procurou, procurou e não encontrou o Sr Cacheiro! O Senhor Cacheiro é um novo amigo dos avós do Afonso que lhes apareceu à noite, deixou um recado para o Ventor e o Ventor, ao receber o recado, ainda foi à procura dele, no dia seguinte, mas não o encontrou.

 

 

Mas os amigos do Ventor estão sempre presentes. Se não forem uns, serão outros

 

Assim, no sábado à noite, sem febre, o Ventor teve de partir sem o conhecer. Se calhar era para falar dos Cacheiros que o Ventor encontrou mortos nas estradas. Três em Espanha e um em Portugal. Também deve ser terrível a vida para os Cacheiros espinhosos!

 

Mas giro foi a seguir ao almoço com a chegada da caminhada do Ventor. O Ventor pediu para lhe abrirem o portão com o comando e ala que se faz tarde! Então não é que quando chegou, uma amiga bancária, ralhou com ele! Então o Ventor foi-se embora e nem convidou ninguém para o acompanhar? E o Ventor com a sua voz de comando: «não perco tempo com inutilidades»! Já sabia que ninguém queria fazer 2 a 3 horas numa caminhada comigo! E ela rrespondeu: "estava cá je! Eu ia consigo"! Passo a vida sentada ou de pé, mas caminhar, está quieto. Teria sido, para mim, uma boa oportunidade»!

 

O Ventor diz-me que só tem de dizer a essa amiga e muitos outros e outras, o seguinte: "Vão, lá! Caminhem antes que seja tarde»! "Lá onde"? «Sei lá! Ao fim do mundo se quiserem, à mercearia, ao café, ao jardim, .... vão ver voar as borboletas»!

 

 

Caminhar à sombra do carvalho português é sempre uma alegria. Não é o carvalho do Ventor, esse é o robe, mas todos os carvalhos são lindas belezas e boas companhias para qualquer caminhada

 

Aposto que ninguém vai! Nem beber café fora da porta desde que o café fique a 50 metros. Preferem pegar o pó-pó e ir beber o café a 1000m! Mas isso também o Ventor faz. Só que ele leva o carro, vai beber o café e, depois deiam-lhe corda! O difícil, é pegar o carro de volta!

 

Mas nesta caminhada, o Ventor disse-me que até se assustou! Anda por aqueles caminhos sempre só e desta vez tinha umas 30 pessoas ou mais a levantar pó à sua frente! Estava a tirar umas fotos ao recanto das flores e viu aproximar-se um grande Maralhal espalhado por uns bons pares de metros. Pensou em deixá-los passar todos, dar-lhe espaço e seguir atrás deles, e assim fez. Aquele Maralhal, viu o Ventor entretido a tirar fotos ao "Recanto das Flores" (ele chama-lhe assim), e resolveu sentar-se numa sombra próximo a apreciá-lo.

 

O Ventor ao ver que a coisa não ia correr como ele tinha pensado, abandonou o recanto e resolveu passar pelo meio daquela malta e perguntou, a alguns, se iam a pé para Fátima. "Não", disse o mais velho, estamos a fazer uma caminhada. «Ah»! Disse o Ventor. «É que se fossem a pé para Fátima a sombra não vos levaria lá»! E réu téu téu ...réu téu téu, deram espaço ao Ventor, levantaram-se e foram no encalço dele.

 

Quando se aproximaram do Ventor estava ele num diálogo com uns vitelos que desceram a encosta espavoridos, direitos a ele, cheios de curiosidade. Mas os vitelos, ao verem aquela malta aproximar-se, começaram a dirigir-se para a zona de onde tinham vindo. E enquanto o Ventor tirava fotos àquelas maravilhas a malta foi passando. Quando eles passaram o Ventor ficou ali e os vitelos, voltaram a rumar, encosta abaixo, direitos ao Ventor, outra vez.

 

 

O Ventor ainda teve vontade de andar ao rabisco, mas o objectivo não era esse e, por isso, havia outra tarefa a cumprir. O encontro com os mochos.

 

Então a coisa foi assim: uma vitela começou a olhar e disse para os outros que conhecia o gajo que ia a passar na "picada" em baixo, mas não sabia como se chamava! Outro olhou e disse que também conhecia o tipo e um 3º gritou: "venham que é o ventor"! E não é que desatou tudo a correr atrás daqueles três!

Eles queriam saber da garça Kity, como foi aquilo com o Bernardo ... sei lá! O Ventor diz que aqueles bichos eram fabulosos.

Apareceram-lhe os corvos, os mochos, as rolas, os melros, ... todos, menos o senhor Cacheiro!

 

Como vêm, o Ventor deve ter mesmo um pacto com o S. Martinho, com o S. Francisco, com o Senhor da Esfera, sei lá ... pois aqueles animais são prova disso!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:45