Vou falar-vos hoje da rola turca. O Ventor pediu-me e eu não posso, não quero, não devo dizer que não, pois as rolas turcas são, também, grandes amigas do Ventor. E também são minhas, pois eu já as vejo a esvoaçar por aqui bem junto ao meu Miradouro!
 
A rola turca existia na Ásia e especialmente no antigo Império Otomano, no território conhecido hoje como Turquia. Daqui começou a grande invasão de territórios europeus. A rola turca é sedentária nos territórios onde habita. Esta rola, entre 1700 e 1900 estendeu-se pelos países dos Balcãs e em 1930 já tinha conquistado toda a Jugoslávia.
 
A partir de 1928 começou a observar-se a rola turca, na Hungria, na Checoslováquia, na Áustria, no Norte da Itália, na Alemanha, na Dinamarca, na Holanda, na Inglaterra, na França …
Esta Rola Turca foi tirada da Wikipédia. A imagem serve para nos demonstrar que os animais são amigos de quem lhes dá de comer, mesmo tratando-se de uma rola turca
 
As diferenças entre as rolas turcas e as rolas comuns são pequenas. A rola turca é mais clara que a rola comum além dos seus colares. A rola comum possui uma mancha negra e clara no pescoço e a rola turca possui também um semi colar estreito negro e branco na parte superior do pescoço. As duas, segundo diz o Ventor são muito lindas e são nossas belas companheiras de caminhada. Diz o Ventor que nos 26 meses que passou em Moçambique a rola foi sempre sua companheira muito especial. Não dava uma passada, no mato, que as rolas não cantassem para ele. Pudera! Essas eram outras, eram a "rola comum". Elas já o conheciam. São migradoras e, como tal, vão para lá e vêm para cá.
 
Mas este post não é apenas para vos falar de rolas e dos seus namoriscos muito especiais! É para vos falar da "rola turca" que invadiu a Europa e para vos falar dos turcos que se preparam para fazer o mesmo.
 
O Ventor quando passeia nas ruas de Lisboa, por Alfragide, e muitos outros locais só encontra casais de namorados lindos e, ao observá-los bem, apenas vê rolas turcas. Sempre uma beleza.
 
Já ouve muitas zaragatas entre os europeus do lado de cá e os turcos e até já se travaram grandes batalhas entre as duas civilizações. Uma foi no cerco de Rodes, onde os cristãos foram vencidos, mas saíram quase como vitoriosos para Malta. O Soli … Soli … qualquer coisa, o Ventor é que sabe, tratou-os bem apesar de lhes terem morto cerca de 60.000 homens que lhes fizeram o cerco. Os turcos deram muita “porrada” nos venezianos pelo mediterrâneo e tomaram Chipre, mas os venezianos quando viram que não os podiam vencer pediram ajuda ao Papa. Não! Não foi o João, foi outro!
 
O Papa pediu ajuda ao Filipe II das Espanhas e este juntou as armadas, portuguesa e espanhola e entregou-as sob o comando de seu meio-irmão bastardo, D. João de Áustria. Um irmão bastardo é, como devem saber, um irmão tipo gato. Filho de pai ou de mãe diferente. O Imperador era como o meu amigo Metistófeles, passava as noites às gatas e … Bem vamos ao que interessa.
A esta, o Ventor sabe que ela olha para saber se lhe toca alguma coisa. Talvez um pedaço de queque! ...
 
D. João da Áustria comandava a maior esquadra de todos os tempos até à época (seria?) contra outra esquadra muito grande, a Otomana, (208 navios europeus contra 232 navios turcos). Este Solimão tinha a mania das grandezas, mas a esquadra da aliança ganhou-lhe em 3 horas de pancadaria. Foi a Batalha de Lepanto! Hoje, na guerra dos turcos não há esquadras adversárias, antes pelo contrário, caminham a nosso lado, na NATO! É a mesma guerra das rolas. Invadir pacificamente!
 
Eles invadem imigrando para os países da Europa, tal como as rolas e o Ventor diz que, se gostamos das rolas, pode ser que também se goste das turcas! Vendo bem as coisas, porque não devem os turcos e os europeus negociar a sua integração, pelo menos com alguma dignidade! Os turcos, são gente como nós e foram berço e ponte de civilizações que caminharam sobre a Anatólia, de lá para cá e de cá para lá, e por ali se travaram grandes batalhas, como as dos gregos e troianos, as do nosso amigo Alexandre, com os persas e não só!
 
Agora, como muito bem sabem, para além das já conhecidas rolas turcas, os turcos já invadem a Europa, com emigrantes, muitos emigrantes, tal como Portugal fez. Mas agora, além das rolas, sua guarda avançada, eles enviam-nos muitas coisas. Além das tapeçarias com as imagens daquele casarão de Santa Sofia que se situa em Istambul, mandam também coisas belas para os gostos do Ventor, como figos. Figos turcos! No Algarve e por esse país fora, as figueiras morrem de tédio da espera que lhes vão colher o fruto precioso. Mas não, fica mais barato mandá-los vir da Turquia do que apanhá-los cá. Mas não são só figos, não!
 
Então vejam lá. Vamos lá, Senhores da Comissão Europeia, negociar como deve ser com os turcos! Esqueçam o problema religioso, afinal, as religiões, são meios para atingir fins! Eles são muçulmanos, nós somos católicos e não passa disso. O Senhor da Esfera é só um e, permanecer a seu lado, é o fim último!
 
Não sejam pavões! Eu sei que pavões e rolas não rimam, apesar de serem dois bichos «penudos». Já chegou de guerras entre o lado de cá e o lado de lá dos Dardanelos. Agora a Europa e a Turquia têm de dar as mãos e caminharem ombro a ombro à procura do bem comum. Afinal eles já caminham a nosso lado na NATO e isso torna os trilhos muito mais fáceis nesta caminhada europeia.
Tal como as rolas, os turcos também olham a Europa para ver se lhes toca algo e não se esqueçam que foi com esse olhar (segundo me diz o Ventor) que nós, portugueses e outros, vimos e continuamos a ver a Europa. Tal como a rola turca, todos andamos à procura de milho! E o Ventor acredita que tanto os turcos como os restantes europeus podem tirar proveito disso.
Vamos lá a saber negociar!


O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 17:58