Hoje toca-me a mim, a Dona do lindo Quico, a falar dos seus amigos

 

 

 

 

 

 

 

 

 As belezas do Lugar do Sol

 

  
O Lugar do Sol

 

Caminhar no Lugar do Sol, ou caminhar em seu redor, é caminhar entre as belezas da vida, como diz o Ventor.

É caminhar entre flores e animais, ... é caminhar sob os auspícios do seu (nosso) amigo Apolo, é caminhar, sob as asas do falcão, ... enfim, é caminhar bem perto, e também, bem longe, das rotinas de todos os dias.

 

Foi isso que fizemos ontem.

Fomos ver os nossos amigos. Lá estavam a fazer-nos a recepção, com as caudas num vai-vém permanente, o Gaspar, a Maria, o Stick e, no seu espaço especial, o Rafinho e as Chinchilas e, o Senhor da casa, o Gil.

 

 

O Gaspar, estoirado de brincar com o Ventor, persente os coelhos lá fora da rede e sonha como a vida é bela, em paz

 

Também havia um ninho de passarinhos! À chegada, os ovinhos e, perto da partida, já um passarinho penugento que lhe apeteceu apressar a sua caminhada, só para cumprimentar o Ventor, não fosse ele, nem sequer, dar pela sua presença. Vi a sua mamã, de cabeça perdida, com comer no bico, sobre o telhado, a pedir a todos os deuses para que os amigos do Ventor não façam mal aos seus ovos e ao seu primeiro filhote.

 

 

O Stick só está bem a olhar para a máquina do Ventor e perguntar-se-à para que servirá aquela coisa que o Ventor está sempre a pôr na cara

 

Mas, numa determinada altura, vi o Ventor sentar-se no muro, junto ao portão, um pouco afastado, a tentar certificar-se de que pássaros seria o ninho. Dali, tentava identificar todos os movimentos em redor do ninho e lá vimos um pardal com comer no bico. Pensamos que seria o macho para levar o comer à fêmea e que esta estaria no ninho, mas não, viemos a saber, um pouco mais tarde que, o casalinho de pardais já tinha o seu primeiro rebento desta época. Eles eram velhos amigos que já estão habituados a cumprimentarem-nos sempre, especialmente, ao Ventor, que aproveita todos os momentos para caminhar a seu lado..

 

 

A Maria, com um instinto de caça muito apurado, sonha que tem os coelhos todos controlados. Por isso, vai sempre espreitá-los à rede. Até parece que os conta

 

Depois vi, pela janela, a Maria ficar longe a observar o Ventor e, de repente, disse para o irmão: "Gaspar, acho que o Ventor está triste. Vou animá-lo"!

O Gaspar respondeu: «deixa o Ventor, sossegado, Maria»!

Mas, não! Pareceu que tinha dado uma fúria à Maria que a levou a fazer uma grande cavalgada, rumo ao portão e mandou-se ao Ventor cheia de alegria e, com uma fogosidade tal que, se não a conhecesse, me teria assustado. Então, observei o Gaspar que, cheio de ciúmes, iniciou, também, a sua corrida em direcção a eles e pareceu-me que disse: «eu também quero brincar com o Ventor!»

 

 
O Gil, sente-se rei da casa com os mimos de todos, especialmente do dono e da dona e acha que o trouxeram do Algarve a morrer e que já está no paraíso

 

Os dois mandaram-se ao Ventor com uma doidice tal que me parecia que não se iria aguentar com eles. Como o Ventor alinhou com eles, foi o fim do mundo entre o Ventor e aqueles dois. Saí e o Stick e eu, mantivemo-nos afastados a observar a doidice daqueles três e só quando desceram agarrados ao Ventor é que o Stick lhe fez uma festa e lhe disse: «Ventor, tu ainda não sabias que esses dois são malucos»?

Mas o Ventor respondeu-lhe que as maluqueiras também são belas e foi então que o Stick também se mandou a ele cheio de entusiasmo.

Giro, giro, foi quando ele apontou a máquina ao falcão lá nas alturas e lhe pediu para descer. O falcão não lhe ligou e , o Ventor, com toda a calma me diz: «filho da mãe! Disse-me que não está em condições para a festa. Está em fato de trabalho». De facto, o falcão subiu, penetrou nas nuvens escuras e sumiu.

 

 
As flores até se sentem mais viçosas com a presença do Ventor

 

Depois, o vizinho deles, que também tem alguns cães, veio convidar-nos para ver a sua bicharada e para o Ventor lhes tirar algumas fotos e lá fomos nós quase todos, ... os cães também queriam mas, para eles foi tabu!

O Ventor entrou no meio dos bichos e era só click, click, click, ... mas nunca usou o flash para não perturbar os animais. Nem no ninho dos passarinhos, nem nos coelhinhos, nos furões, nos outros passarinhos da casa, ... Mas em zonas com tão pouca luz, eu faço ideia como as fotos vão sair. Veremos.

 

Depois, quando íamos embora, o Ventor ficou para trás a tirar fotos e do quintal, junto ao galinheiro, começou a tirar fotos ao galo que se encontrava nas ervas fora, pois saem e entram por um buraco na parede. O galo foi abandonando as galinhas e os patos gansos sempre a mirar o Ventor e os seus clicks. Por fim, o galo inicia uma cavalgada e como o Ventor conhecia o truque do buraco, saíu dali apressado e fechou a cancela de metal. Quando o galo chegou já o Ventor lá não estava.

Pudera! O galo decidiu, depois de tanto observar, correr com o intruso que estava no seu galinheiro e que não era o seus dono.

 

 
Este galo fadista, está convicto que o Ventor veio de outro planeta para roubar os ovos das suas amadas e tomar conta da capoeira

 

Mas o Ventor, cheio de curiosidade, disse ao dono do galo: «achei o seu galo com cara de poucos amigos. Ele alguma vez atacou pessoas»? O senhor disse-lhe que não mas que mandara matar outro, igual a ele, porque tinha atacado um miúdo. Então o Ventor ficou a pensar para com os seus botões e disse-me: «os raios dos galos desta terra não gostam mesmo de mim! Mas já descobri porquê! Eles vêm as pessoas estranhas e que ninguém lhes liga. Agora apareço eu, estranho, penetro no seu reino sem autorização e zás! Não hexitam, declaram-me guerra e pronto»! Depois virou-se para trás e, já protegido, olhou para o galo. «Põe-te a pau, olha que segues o destino do teu companheiro e do teu vizinho, lá de cima». Depois disse-me: «era o outro que defendia o seu espaço, agora é ele».

 

 

 

 

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:27