Hoje decidi renovar as minhas caminhadas.

 

Pois foi, mas deixou de ser! AS MINHAS DESCULPAS.

Tudo o que digo abaixo, mantém a sua razão de ser, mas tenho dificuldades em desfazer-me daquilo que gosto. Por isso, vou manter-me por aqui.

 

Agora que não há, praticamente, limites para os blogs, no meu amigo Net Sapinho, vou, ou melhor, vamos, eu e os amigos do Quico, relançar o Blog.

 

 

Hoje, como não me era fácil caminhar, cansei depressa, meti-me detro do carro a ler um livro e, quando dei pela fé, estava a ser observado de uma árvore ao lado. É uma jóia de penas! Chapim?

 

Terminaram as arrelias, mas os amigos não terminam.

E não terminam porque recebi e-mails de pessoas que nem me conhecem mas que gostaram bastante das Arrelias do Quico, devido à maneira como foram expostas, um tanto a correr mas, a chamarem sempre a atenção, de todos, para as maravilhas da Natureza. Reli alguns dos textos dos meus Blogs e acho que aprendi muito com o meu gato.

Ele, realmente, não fazia, mal, algum, aos seus pequeninos companheiros de caminhada que apareciam por aqui e até me pedia para não ser eu o algoz de qualquer um deles, fossem eles formigas, baratas, borboletas, abelhas, besouros ... 

 

 

Por fim, tirei a máquina e ainda me permitiu que lhe tirasse 4 fotos. Por fim lá se foi embora, porque não gostou que eu me armassem paparasi.

Vocês não acredita, mas podem crer que muito conversou comigo!

 

Nesse aspecto, aprendi muito com ele. Fui criado, numa aldeia de montanha onde era bastante desenvolvido, o instinto da malvadez para com tantos desses belos animais e hoje comprendo que se tornou tarde para muitos deles e eu ainda tenho dentro de mim a dôr psicológica dos maus tratos que lhe causávamos e penso que, como animais, perigosos ou não, me olhavam, no momento da sua morte, com ódio ou compaixão, talvez eles possam sentir ódio e dó de nós (porque não?), ainda hoje sinto remorços desses maus feitos.

 

 

Este é fabuloso! Tanto um como outro têm sido, estes dias, belos companheiros das minhas caminhadas

 

Acredito que, se eu tivesse tido um Quico qualquer (os mais velhos, por exemplo) a mostrarem-me, a mim e a outros, que tudo isso era mal feito, talvez neste momento, eu sentisse que, afinal, todos nós somos seres que convivemos, bem ou mal, sob o Tecto do meu amigo Apolo. Eu gostaria que esse convívio, fosse o convívio do bem.

Recordo-me duma Professora que me disse que, se depende-se dela, poria os seus alunos a ler a Arrelia do Quico. 

Por isso, como cada vez há mais crianças com acesso à Net, irei continuar a deixar aqui, "junto do meu Quico", este troço das minhas caminhadas.

Talvez outros ainda estejam a tempo de ter a aprendizagem que eu não tive. 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 00:33