Caminhar no Lugar do Sol é para o Ventor uma festa e sendo uma festa para o Ventor, também o será sempre para o vosso amigo Rafinho!

As próprias galinhas do vizinho, lhe fazem a sua festa. Começa por ser um galo a perguntar-lhe: "já andas por aqui paparasi"?

 

Depois vem tudo! Galinhas, galos, patos, ... e alguns nem saem, como os perús e outros. Mas o Ventor, fazendo juz à provocação, só dispara!

 

 

As galinhas do vizinho lá de baixo

 

No meio de um campo florido de azedas e não só, que mais podem desejar as galinhas? Elas têm comer em casa, têm ervas no campo, têm liberdade, têm tudo! Por isso nada vem melhor que uma paródia com o Ventor.

 

 

Este galo aproxima-se um pouco mais do Ventor para lhe perguntar como arranjou maneira de imitar os paparasi

 

Depois os galos fazem o seu papel. Nada de misturas, nem com o Ventor! E ei-los, armados em senhores dos espaços que consideram vitais para as suas famílias. Este não está zangado com o Ventor, não. Apenas está a dizer-lhe para não se intrometer muito, mas não se esquece da história do pica-no-chão e sustem as intenções.

 

 

Este meu amigo, que chega a aproximar-se para conversar comigo, está a perguntar porque o Ventor não me leva com ele e me solta um pouco para eu lhes falar das vidas dos humanos. Talvez, com o tempo, ele venha a saber, ao certo, que nem todos os homens são como o Ventor

 

Mas, todo este espaço, em redor do Lugar do Sol, tem sido uma maravilha para o Ventor. As previncas enfeitam-lhe o chão como uma carpete azulada e as azedas acabam por o dourar com um belo tom amarelo, multifacetando todos os recantos.

 

Nesse chão colorido com o verde das ervas, com o amarelo das azedas e com o tom azulado das previncas, misturados com outras flores e arbustos, ouvem-se dentro da rede o caquerejar das perdizes, vindo lá de longe e observam-se no seu exterior, os coelhos bravos, que foram amigos do Gaspar I, alimentando-se, atentos a tudo que os rodeia e, especialmente, quando sentem por perto, o nosso amigo Ventor.

 

Dantes, o Ventor e o Gaspar I, de pé, sobre o muro, ficavam por alguns momentos, a deliciar-se com as caminhadas dos meus companheiros, os coelhos bravos, uma beleza que, não sei por quanto tempo ainda farão parte das belezas deste mundo

 

Até à próxima. Deixo-vos aqui um abraço,

do vosso amigo Rafinho,

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:04