... "os amigos do Quico"!

Ontem levantei-me cedo, como normalmente faço. Após o duche da manhã, fui até junto do miradouro do Quico. Dali, o Quico e eu mirávamos tudo, agora miro eu sòzinho e é nestes momentos que não consigo esquecer o meu companheirinho Quico. Como diz o João, ele foi pr'a rua! 

 

 

Mas os olhos do meu Quico estão em todo lado. Talvez no olhar deste pombo

 

Dali, observei os nossos amigos, em exercícios de voos reais! Exercícios de voos reais, levados a cabo por patos reais. Houve tempos em que observava exercícios de fogos reais e agora observo exercícios de patos reais. Ver estes animais penudos  exercitarem-se logo pela manhãzinha, nos seus voos em grupos, tornou-se para mim uma beleza real e já me  consegui certificar que quando passam junto da minha janela, me observam e sabem que eu e eles já temos um caminhar comum na senda do bem.

 

 

... no olhar desdte pato ....

 

Eles voaram em ciclos e, por fim, houve um que poisou na água mesmo à minha frente. Os outros sete foram dar mais uma volta e parecia que iam aterrar junto dele, pois fizeram um voo raso, mas foi só para lhe chamarem um nome. "Estoiraste, cansadinho! Maricas"! E lá prosseguiram com mais uns ciclos até que por fim, lá poisaram, um pouco mais abaixo, que patos cansados devem ser votados ao ostracismo durante a recuperação de novas energias. Depois fica tudo bem ao iniciarem mais uns voos, pois na vida de patos, como em qualquer outra, tudo deve estar operacional!

 

 

... desta alvéola ...

 

Fiquei cheio de inveja destas belezas! Saí mais a dona do Quico, fomos buscar a Verónica (a moça romena que nos ajuda de vez em quando cá por casa), a Alfragide, fomos beber café e levei-as a Massamá. Depois pisguei-me! Achei que os patos reais me convidaram para ir fazer uma caminhada, junto deles, e assim fiz. Fiz uma caminhada de 2 horas entre amigos que vos deixo aqui.

 

 

... deste cavalo ...

 

Comecei por ter um encontro com cavalos que a minha máquina rebocou até este blog e lá fui ter com outros patos que não os meus vizinhos pelas ribeiras que mostram os caminho ao rio Jamor e lhes vão enchendo o leito de histórias sem fim.

 

Mas isto tem estado muito aquém dos mínimos e não me foi fácil fazer essa caminhada. Não seria sequer capaz, não fosse o alento dado por estes belos amigos. E, já próximo do fim,  encontrei mais um amigo especial, que se aproximou de mim, olhou-me nos olhos e disse-me que iria fazer uma exibição para me animar, a tentar apanhar um pato real. Fez algumas 10-12 investidas contra os patos que se encontravam nas margens e, mal ele se aproximava, esquivavam-se água dentro.

 

 

...deste gato!

 

Por fim, não conseguindo apanhar pato nenhum, como gostaria, pediu-me para ter calma pois ainda não tinha desistido. Iria só fazer uma pausa e fazer outra tentativa pelo meio, desta vez com um rato! Eu disse-lhe que o rato estava no meio das ervas, mas o gajo tentou tudo para me impressionar com as sua técnicas felinas de caça e, mesmo não tendo caçado nada, impressionou-me mesmo!

 

 

Gato que aguentou várias investidas contra os patos mas, quando borrifado com água, acabou por desistir, derreado!

 

Depois, lá foi fazer mais três tentativas de assalto contra os patos, e quando eles entraram água dentro, fizeram-no com tanto afinco que o chapinharam com água, estragando tudo, pondo termo à brincadeira.

O gato olhou para mim e disse: "Desisto, Ventor, já me molharam"!

Assim nos separamos, gato, patos, galinhas d'água e eu. Os patos, as galinhas, restante passarada e os ratos, lá ficaram. O gato e eu seguimos nossos destinos.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 01:02