Hoje vou falar-vos de amigos. Amigos do Quico e do Ventor.

Quando eu falo aqui de protecção, neste caso específico, refiro-me à GNR. Quando passo junto à Escola Prática da GNR, ali por Queluz-Massamá, passei a olhar aquele local como uma zona de protecção.

 

Já o meu gato me dizia que, "se não fossem os GNR's e outros, se calhar, tu já terias ficado pelo caminho, e eu aqui, em casa, sempre à espera". 

Não sei se fazem o trabalho bem ou mal, não estou aqui para julgar ninguém, mas sei que sempre terão algum poder dissuasório sobre os que julgam que as estradas só foram feitas para eles.

 

Pois eu sei que tinha um gato inteligente, mas também sei que não há trabalhos perfeitos, nem mesmo os levados a cabo pela GNR.

Por exemplo: multar o meu carro, algures no Alentejo, onde ele nunca tinha estado e ainda, para mais, com seis passageiros, onde, até então, não tinham entrado mais que três e um gato. Mas enfim!

 

 

Bisnetas da Izabelinha na ribeira de Queluz

 

Agora vou falar-vos da outra protecção.

Algum tempo atrás, quando fazia uma caminhada no jardim de Queluz, onde passa a ribeira de Queluz, procurava saber, se ainda andariam por ali, os familiares da Izabelinha, a amiga do Quico.

Fiquei contente pois andavam por ali algumas, penso ter contado oito, mas era um local onde, nunca tinha visto mais de quatro patos. Nesse dia vi cerca de uma centena a tentarem apanhar o comer que lhe enviavam.

 

 

Um dos três grupos dos patos reais que apanhavam o pão que algumas pessoas que por ali passeavam, lhes iam enviando.

 

Uma centena de patos reais e um especialista no assunto, aposentado da Câmara, me deu uns lamirés sobre os dito-cujos e me falou da "menina da Malveira".

Então fiquei a saber o mais importante. Todos aqueles patos, muitos deles ou quase todos, eram selvagens e fazem a sua aparição pela ribeira de Queluz, onde as pessoas lhes vão dando de comer durante as suas passeatas.

Depois, quando eu levei o caso para o aspecto da segurança, pois por ali não haverá muita, veio a resposta.

 

 

O frenesim da apanha de pedaços de pão

 

"Pedem protecção"!

 

Achei piada à frase que ouvira e disse: «pedem protecção»?

"sim" - disse o tal senhor. "pedem protecção à GNR"!

«O quê? Á escola ali de cima»?

"Exactamente"!

"Ao aproximar da noite, eles dão por aí uns voos e zás, entram pela GNR dentro! Ali sentem-se seguros".

 

Pois, a mim, se o dito senhor falou verdade, nunca me tinha passado pela cabeça que eram uns belíssimos protectores de patos reais e não só. Parece que eles têm lá dentro um lago e os patos recolhem-se por lá, à noite. E eles lá sabem porquê!

 

 

"Olha lá, oh pato comilão! Um desses pedacinhos era para mim"! Dizia esta bisneta da Izabelinha

 

Só para terem uma ideia da desgraça destes animais, no mundo, recordo-vos só, que sobre o "minúsculo" território de Israel, uma das áreas de passagem dos patos reais quando dos seus movimentos migratórios, são mortos todos os anos, milhões de patos reais, nas caçadas.

Agora imaginem como será por esse mundo fora!

Se derem rédeas soltas, na morte aos patos reais, um dia, esses mesmos caçadores, colocarão os binóculos, escovilharão os céus e, então sim, ficarão a saber que deveria haver limite para a ganância.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 23:10