O Ventor e a minha Dona, em 09.08.07, deixaram-me mais uma vez e partiram para mais uma caminhada de sonhos e de coragem pelas suas Montanhas Lindas. Uma caminhada de sonhos para o Ventor e de coragem para a minha dona.

 

A minha Dona com tantos problemas que tem, só quer ver todos bem à sua volta. Ela consegue colocar a máscara dos sorrisos sobre a sua máscara real, aquela em que só vemos sofrimento e encher-se de coragem para caminhar mais uma vez ao lado do Ventor. Na 4ª feira de 5 de Agosto disse ao Ventor: "prepara-te para ires fazer a tua caminhada às tuas (nossas) Montanhas Lindas".

O Ventor perguntou-lhe se achava que tinha estofo para outra caminhada como a que fez no mês anterior e o seu sorriso abriu-se, dizendo: "senão tentar, nunca saberei"!

 

E lá foram!

Há 3 anos que o Ventor sonhava voltar à Pedrada.

Na 5ª feira, o Ventor com um problema num pneu do automóvel, e achando que devia velar melhor pela segurança da minha Dona, prometeu ao Cinzas uns "sapatos" novos para andar às voltas daquele pedaço de Paraíso e foi comprar 4 pneus novinhos. E lá foram os três: o ventor, a minha Dona e o Cinzas que estava todo contente por andar pelos sítios por onde andava o seu irmão preto.

 

A minha Dona ao chegar perto do Porto, disse ao Ventor: "Vila Nova de Gaia é tão bonita na sua frente ribeirinha. E se fôssemos lá almoçar"? O Ventor disse-lhe: "é para já"!

Chegados junto ao rio Douro, o Ventor deixou a minha Dona sentada num banco de pedra e foi à procura de um lugar para o Cinzas.

Quando chegou, já a minha dona tinha traçado dois planos: almoçar no Transmontano e se desse tempo e houvesse bilhetes, dar a volta das pontes no rio Douro num daqueles barcos, onde metem pessoas, parecidos com os barcos rabelos.

 

 

 

Um dos caminheiros do Douro

 

Quando o Ventor se apanhou no Transmontano, no fresquinho, rodeado de coisas boas ia pensando que, se calhar, teria de ficar a lavar pratos como aconteceu a um amigo seu, nos anos 60 no restaurante da Torre Eifel, em Paris.

Mas não! O Ventor lá conseguiu arranjar os setenta e tal euros para pagar o almoço para os dois. E se eles ficassem com a limusine da minha dona?

 

Acabaram de almoçar e dirigiram-se ao barquinho que os iria levar nessa caminhada pelo belo Douro. Mas a minha Dona disse logo: "não te esqueças que hoje é o aperitivo para a outra caminhada maior até à Régua e volta. É apenas um ensaio"!

"OK" - disse o Ventor. "Quando quiseres, desde que não faças cara feia"!

E se o Senhor da Esfera der uma ajudinha, o Ventor vai levá-la lá.

 

Por isso, deixei, em cima, um cheirinho de Douro. O Ventor disse-me que foi pena o tempo não dar para ir à prova de vinhos, mas tinha de estar às 17 horas em Ponte da Barca. Por isso começava a haver riscos. Provar os éters do Douro e acelerar para chegar a tempo não começava a ser boa ideia. Soprar no balão e colocar um olhar de espanto nos GNR's ou obrigar os GNR's a escrever a multa do excesso de velocidade com um romance atrás? Nah! Isso não é do Ventor!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 20:37