Olhem o que o Ventor fez!

Veio tudo para junto de nós!

Os patos, os cisnes, ... toda aquela bicharada do Parque Central. Eu vejo-os aqui do meu miradouro e vi o Ventor a fotografá-los a todos.

 

 

O cisne Pinguinhas, entre as flores

 

 

O casal Pingas, na sua nova morada

 

Quando fizeram o jardim aqui na ribeira da Falagueira, a que chamaram de Parque Aventura, o Ventor andava triste porque o jardim não tinha um único dos seus amigos (dos nossos amigos)!

Um dia chegaram junto do Ventor e disseram-lhe que já tínhamos por aqui quatro patos e já tudo estava bem mais bonito. Eram três patos e uma pata, os belos patos reais que enfeitam os nossos jardins. Ficaram por aí e a pata fez criação de patinhos, tendo alguns sobrevivido.

 

 

O chefe dos patos mudos, dialogando com o Ventor sobre a sua nova vida

 

 

Os meninos alvos, pensam se alguma vez vão querer voltar ao Parque Central

 

Mas antes desses quatro patos, e antes de fazerem o jardim, haviam por aqui cobras. Um dia, quando o jardim já estava feito, o Ventor dirigia-se às finanças e tropeçou numa cobra que, pelos vistos, teria saído por uma tampa dos esgotos. Eu, daqui do meu miradouro só via o Ventor, de máquina na mão, debruçado sobre a relva e a tirar fotos. Quando ele trouxe as fotos eu nem acreditava no que via. Uma cobra! Essa cobra foi a primeira amiga do Ventor a instalar-se nestas novas paragens.

 

 

Como será quando o dilúvio tomar conta da ribeira?

 

 

A galinha d'água diz que assim, alertam-se melhor uns aos outros

 

Depois houve uma sequência de vindas e idas e de idas e vindas e tudo isto, por portas e travessas, até se foi compondo. Veio a neta da Isabelinha, teve filhotes e continuam por aí e o Ventor levanta-se de manhã e vê garças a chegar ou a partir, vê patos, entre os jardins, no seu vai-vem, e agora cá está tudo!

 

 

Com o dilúvio isto não será a mesma coisa, não!

 

 

Aqui não há racismos, as cores embelezam tudo isto

 

Os cisnes, a família do Sr. Pingas, trouxeram-na para cá, porque mataram a menina Pingas no Parque Central e ainda não sabemos como foi. Mas o Ventor disse-me que estão lá a fazer umas obras, viraram tudo do avesso e, tarde e a más horas, trouxeram para cá a bicharada. Mas estão todos contentes por estarem aqui junto de nós.

Mas o Dr. Pingas não está lá muito contente, e olhava quase sempre o Ventor com a cabeça debaixo da asa. Ontem foi uma tristeza ver o Pingas a matutar na sua vida.

O Pinguinhas novo, triste pela morte da irmã, está bem organizado entre os patos e as galinhas d'água e é ele que estabelece os regulamentos, mas é tão bonzinho que todos se dão muito bem.

 

 

O Pinguinhas nunca teve tanta erva, tanta coisa boa no outro lado

 

 

A verdade é que o Ventor já me ensinou a mim e já disse a estes pingas e amigos que as coisas boas acabam depressa

 

Agora, o meu azar é que o Ventor vai sair amanhã, por esse mundo fora, sem bússula e eu vou ficar aqui sem poder saber o que se passa, mas se a garça ou outro me for dando informações, talvez fique a saber alguma coisa.

 

Por isso, tudo o que souber, só vos contarei quando o Ventor vier. Até lá, um abração para os cavalheiros e uns beijinhos para as senhoras. Tudo de bom para vós. Eu acho que a minha dona não vai puder ficar por aí fora muito tempo e é se ela aguentar!

 

 

Estes nasceram todos cá. Têm uma mãe extremosa!

 

 

Só que agora a concorrência vai ser bem maior, mas haverão outros cuidados também. Sempre haverá gente a alinhar com umas buchas!

 

 

O Senhor Pingas dizia ao Ventor: "Não sei se vou gostar disto por aqui Ventor"! Os lagos não são grandes para eu me divertir

 

Ciao!

 

 

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 22:44