A minha dona está metida numa guerra há 13 nos.

Houve uma espécie de guerra fria durante algum tempo e, em 1997, foi declarada a guerra total que, pelos vistos, se manterá até à eternidade.

 

É uma guerra que começou com sinais de fumo, com som de tambores, com fisgas, com fundas, como a de David e, de repente, tudo se encaminhou para a guerra total!

 

Neste momento, a minha dona transporta uma maleta a que o Ventor chamou "Enola Gay". Isto, porque, um dia, num invólucro a que chamaram "Enola Gay", o mundo iria conhecer (se ainda tinha dúvidas) o poder destrutivo das armas.

Agora a minha dona dispõe  de um poder sem igual, na sua guerra e, ontem, chegou a casa e, transportava para a nossa grande Base, o seu "Enola Gay".

Ela possui, nele, o seu poder destrutivo e vai empregá-lo!

 

 

Esta maleta é o "Enola Gay" da minha dona

 

A minha dona foi atacada por um terrível inimigo que o Ventor me disse, chamar-se "AR". Não, não! Não é a Assembleia da República. Se fosse essa a fazer tanto mal à minha dona, aposto que o Ventor já teria arranjado coragem para a mandar pelos ares! Estejam descansados senhores deputados e todos que aí trabalham.

O nosso inimigo chana-se AR, mas a Artrite Reumatóide. Nada de confusões!

 

A minha dona já foi "cobaia" onde várias armas foram experimentadas para o mundo utilizar contra este terrível inimigo. E, de todas essas armas, foi esta que deu à minha dona algum tempo de sossego.

Chama-se Humira.

 

 

Dentro dessa caixinha que vinha no Enola Gay da minha dona, estão duas bombas

 

A Enola Gay da minha dona transporta, no seu interior, essa poderosa arma contra a Artrite Reumatóide e, a minha dona diz-me que espera dela a mesma eficácia que em tempos sentiu.

Sim, porque a minha dona já é especialista nesse tipo de arsenal!

 

 

Este é o Enola Gay que tirei da Wikipédia. Foi este o B-29 que o Tenente Coronel Paul Tibbets Jr., então com 30 anos, comandava o 509º Agrupamento aéreo dos Estados Unidos e escolheu para lançar o seu ódio, em 6 de Agosto de 1945, sobre o seu inimigo amarelo, em Hiroshima que, de um modo cobarde, tinha atacado, Pearl Harbour, pela calada, quase 6 anos antes e sem declaração de guerra. Hoje somos todos amigos mas essas coisas não se fazem! O Ventor admite que o ódio do coronel Tibbets pelos seus inimigos de então, fosse tão grande como aquele que sente pelos inimigos que atacam, sem dó nem piedade, a minha dona.

 

Claro que a utilização de bombas poderosas terá, concerteza, os seus péssimos efeitos colaterais.

Ora, como podem calcular, esses efeitos serão tanto maiores quanto maiores forem as fragilidades envolventes.

A minha dona está muito frágil devido a tantos combates e o Ventor sente-se impotente para a ajudar, com mais eficácia, mas tomou a guerra da minha dona a peito e fez da guerra dela uma guerra dele também.

 

Diz-me o Ventor que a guerra vai ser total!

 

 



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 23:18