Hoje é o dia nacional dos moinhos.

 

Talvez muitos de vós não se apercebam disso, ou porque não se recordam ou porque ainda não sabem, mas eu sei porque sei que o Ventor gosta muito dos moinhos velhinhos e, de certeza, que se os houver novos, também gostará.

 

Por isso, e para que o Ventor não deixe passar este dia, não se recordando dos ....

 

Bolas!!! ...

 

Ele não deixa passar nada! Eu queria-lhe fazer uma surpresa e está a dizer à minha dona que hoje é o dia nacional dos moinhos!! Já não lhe vou fazer surpresa nenhuma!

 

Mas vou continuar, pode ser que ele não lhe dê para vir aqui!

 

Vocês não sabem, mas ele adora moinhos! O Moleiro e o Moinho ... o Moinho e o Moleiro .. sei lá! Talvez fosse algo em que ele gostasse de passar o seu tempo.

 

Sabem porquê? Ele nunca se esquece da Flora e do Moleiro, uma história que ele sabe e que já me contou. A Flora tinha muitos moinhos e, ... bem, depois, um dia por aqui, eu conto. Só vos digo que o Ventor descobriu que ela transformou o moleiro num veado acusando-o de aldrabar na maquia. Vejam só! Ainda hoje se usa muito isso por aqui, mas podem transformar tudo nas aldrabices que lhes apetece, mas nunca transformar trabalhadores actuais, em moleiros e muito menos, em veados!

 

Podem transformar canudos, podem inventar canudos, ... não tem nada a ver com o Sócrates ... podem roubar nas maquias, mas transformar moleiros em changos, veados, nah!!!!

 

Mas vamos ao que interessa! Vivam os moinhos!

 

Agora tenho de roubar aqui uma foto a este gajo! Ele tem tantas fotos que conseguem esconder os moinhos e tudo! Vou procurar. Talvez arranje uma a meu gosto e ...

 

Pode ser esta!

 

 

Um moinho que o Ventor trouxe, no outro dia de Castro Verde ... Olá, amigos alentejanos!

 

Eu sei que os moinhos do Ventor não são destes, são daqueles movidos pelas forças das águas que nascem, no cimo, pelas encostas da sua serra e outras. São aqueles em que as águas furiosas batem no rodízio com tanta força que fazem mover a mó, lá em, cima colocada sobre um eixo vertical e depois, sobre a mó, bate, de uma forma paranóica, uma taboinha que faz estremecer os grãos e depois vão caindo a uma certa cadência para um buraco, no centro da mó, que esta vai triturando furiosamente.

 

Este é que é o moinho do Ventor!

 

 

 

O Moinho da Ponte, em Adrão!

 

Os moinhos da Flora eram assim, como este!

Poupem os moinhos para os vindouros, para os vossos filhos, os vossos netos, todos os que vem na nossa peugada!

 

E que por muito tempo prossigam, também na sua caminhada, se não todos, pelo menos muitos dos nossos moinhos.

 

Mas amanhã é Domingo de Páscoa e, amêndoas é com o Ventor! Desejo a todos uma Páscoa muito Feliz, mas se quiserem amêndoas, têm de ir aqui às amêndoas do Ventor  mas só amanhã a partir  da manhã! Vão lá que ele come só três!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:02