Ontem o Ventor foi às flores e aproveitou para homenagear o Domingo de Ramos.

Como a Informática ainda está na "idade da pedra" para os gostos do Ventor, só hoje eu vos falo aqui das suas alegrias e tristezas de ontem.

 

Ontem de manhã ele foi passear entre as flores e fotografar algumas e de tarde foi à procura de alguns dos seus amigos. Mas ficou triste porque, o homem tanto quer arranjar que, muitas vezes só acaba por estragar. Por desleixo, por incompetência, por incapacidade, por falta de sensibilidade ....

 

Há dias, o Ventor entrou num sítio que tinha à entrada, do lado direito, uma belíssima figueira. Essa figueira era um dos monumentos desse local público. Ontem, ao entrar e dar por falta da figueira, ficou muito triste. A figueira é uma árvore mediterrânica e enfeita qualquer local aprazível e aquela não havia nenhuma necessidade de a cortarem, pois ela nada implicava com aquele ambiente. Bastava que a limpassem e ela continuaria a dar figos e a alimentar várias e belas borboletas, algumas das quais nós ainda nem na Net encontramos e uma outra que nem sabíamos que existia encontrou-a várias vezes a empanturrar-se do suco dos figos.

 

 

O Ventor diz que lhe chamam a borboleta do medronheiro, mas também diz que está farto de ver medronheirose nunca lá viu uma, embora, na zona onde fotografou esta seja uma zona de medronheiros. Mesmo assim, só a conseguiu ver na figueira ou em volta dela.

 

Esta viemos a saber que se tratava da borboleta do medronheiro. Se é verdade que ele nunca as encontrou nos medronheiros também é verdade que tirou muitas fotos lindas dessas borboletas,  nessa figueira! Também vários passarinhos foram, por muitos anos, belíssimos clientes dessa bela figueira.

 

Uma vez, numa tarde quente, o Ventor viu três dessas borboletas serem perseguidas por um tira-olhos e verificou que elas se foram esconder entre as folhas dessa figueira. Mas não foi só a figueira! Caminhou por entre as belas árvores desse local e encontrou o tronco deste velho castanheiro assim.

 

 

Um velho castanheiro, morto por dentro, mas estava vivo por fora

 

Ele entrava e seguia o rumo da sua caminhada, mas nunca deixava de passar por aquele local para  visitar aquele velho castanheiro. Ele gostava tanto dele que lhe tirava imensas fotos, especialmente, às suas folhas verdinhas e belas, bem como ao seu tronco onde existia um ninho de picapaus.

 

Encontou-o assim e claro que ficou muito desapontado! Aquele castanheiro era um velho amigo e um monumento que não dava castanhas mas enfeitava aquele local como nada mais. Bastava limpá-lo e ele continuaria a brindar-nos com a sua presença.

 

 

O Ventor crê que ele não resistirá, mas quem sabe?

 

Também lá encontrou este belo ratinho, e nunca lá tinha visto nenhum destes, não sabe se aquele é o seu local de habitat e da sua família se foi transportado, por acidente, juntamente com os pedregulhos e areia que lá colocaram para aplainar o caminho. A verdade é que o ratinho estava a morrer. O Ventor pegou numa folha de eucalipto, tirou-o do caminho e colocou-o num local onde, ou iria resistir ou iria morrer descansado.

 

Mas no meio dessa tristeza, o Ventor verificou e "ouviu" um olá muito especial destas belezas: as suas dedaleiras! Ele tem esperança que não se metam com as dedaleiras e que as deixem viver. "Let him live"!

 

 

 

Se as deixarem em paz ainda alegrarão muitos olhos, especialmente os do ventor

 

O Ventor só não faz aqui um grande "insulto" aos responsáveis por aqueles trabalhos porque julga que foi feito na boa fé. Eles terão cortado o castanheiro para alargar o caminho para uma eventual necessidade da passagem dos carros dos bombeiros, mas se analizarmos bem, talvez não houvesse necessidade disso. A figueira nunca perceberá porquê! Abater um castanheiro, se calhar com umas centenas de anos para fazer passar os carros dos bombeiros tantos anos depois!  Era um castanheiro minorca mas muito velho, por isso um monumento!

 

Havia uma coisa que eles poderiam pensar em fazer. Organizar uma pequena fuga de água para os animais beberem. Em 2005 o Ventor levou água a uns gatinhos sedentos que lá se encontravam e qual foi o seu espanto? Ver os gaios sedentos a despejar a água em vez dos gatos. Vejam lá meus senhores se são mais sensíveis às questões gerais desses pequenos espaços que não serão, certamente, apenas encanto do Ventor!



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 00:40