Estes dias, enquanto o Ventor tem sofrido imenso de dor de dentes e eu de ter que o aturar, a nossa Dona, a Joana e a avó da Joana foram para Sesimbra passar ums dias. A Joana, tal como eu, temos visto por aqui as gaivotas que já são nossas amigas e vêm visitar-nos, mas a Joana esquece-se que elas estão sempre lá fora. Mas em Sesimbra é diferente! Diz-me o Ventor que elas andam na rua connosco e levantam voo a nossos pés na praia.

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Uma gaivota amiga do Ventor

 

A Joana e a minha Dona viram numa rua de Sesimbra, junto à praia, uma gaivota com uma asa partida e sem poder voar. Foram a correr para ela para a apanhar e arranjar-lhe um veterinário para ver o que podia fazer por ela. Até parece que a Joana estava disposta a partir o mealheiro e a minha Dona, se necessário, empenhava-me a mim ou até o Ventor! Ao chegarem junto da gaivota foram corridas á estalada. Oh! Bicada! A minha Dona ia ficando sem braço e a Joana sem pulso. É que no bico de uma gaivota não é o mesmo que nas asas de uma gaivota! A Joana chorou que se fartou enquanto foram a casa tratar dela e trazer algo para colocar a bichinha e levá-la ao veterinário, mas, entretanto terá aparecido alguém que poderá ter tentado ajudar a gaivota, pois já não a encontraram. O Ventor começou logo a dizer-me que as pessoas devem falar com os bichos, antes de lhes tocar, para ganharem confiança, pois sem confiança nada se consegue.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 13:16