Vem aí mais uma tormenta, para mim, para o Ventor e para a minha dona. O ambiente está a ficar carregado cá em casa. Os exames vão começar e a minha dona corre grandes riscos. Vai fazer mais uma operação. E segundo ouvi ela dizer ao Ventor o médico veio com os exames na mão à procura dele para lhe mostrar as desgraças, mas ele tinha ido colocar moedas nas malfadadas máquinas sugadoras montadas pelos anarcas chupistas municipais que não sabem fazer nada. Falam dos tempos da outra senhora como tempos de tormenta mas hoje sim! Os roubos são à descarada e à luz do sol e a tormenta sempra a avolumar-se!

 

Já sei que vou ter um Outono muito triste! Mas triste também está a ser o verão e tempos que se lhe seguirão à desgraça de Nova Orleães, da velha Luisiana e seus vizinhos. Um verdadeiro terror colectivo que vai ter influência no mundo inteiro! E por cá e não só, transformam tudo num colapso político. Até parece que aquela desgraça foi resultado dum comício de paranóicos! A propósito de comícios esta malta política continua toda sem vergonha! Nem o Presidente da República teve vergonha! Foi falar das matas privadas com as matas dos chulos do Estado a arder e sem uma réstia de limpeza! Esta malta não se exerga mesmo! Mas pronto, como não posso ajudar nesta coisa de homens de barro mal acabados, vou deitar-me e pensar nas desgraças que aí vêm.



O Quico também sonhou ao lado do Ventor. A vida solitária e nefasta dos seus amigos que observava do seu Miradouro, foi sempre, a sua grande arrelia


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 10:04